VideoGamer Portugal por - May 25, 2019

O que andamos a jogar, 25 de maio

Depois de nova semana de interregno devido a outros compromissos, a equipa do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os leitores as obras às quais tem dedicado algum do seu tempo ao longo dos últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados esta semana.

Numa altura em que os lançamentos abrandam e a indústria se prepara para a maior acalmia dos meses de verão, ao mesmo tempo que guarda alguns trunfos para a E3, o número de análises vai também oscilando. Esta semana foram apenas duas, com Filipe Urriça a partilhar o seu veredito em relação a BoxBoy! + BoxGirl! e tambem a Captain Toad: Treasure Tracker – Special Episode, dois lançamento exclusivos da Nintendo Switch.

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – Layers of Fear 2, Xbox One

Segundo a minha experiência até este momento com Layers of Fear 2, a nova obra da Bloober Team parece mais uma combinação de situações do que propriamente uma obra com princípio, meio e fim. Tenho extraído algum entusiasmo, mas falta alguma coerência para que sinta que estou a chegar a algum lado na vida destas personagens.

Como provavelmente terão tido oportunidade de ler, a obra coloca-nos na pele de um ator que recebe uma chamada para ser protagonista num filme. As gravações dessa nova película decorre a bordo de um navio, obviamente local onde decorre Layers of Fear 2. Na teoria, é uma trama que prometia, na prática não há, pelo menos até agora, um veio capaz de dar coesão às diferentes cenas.

É uma carta de amor a várias obras Hollywood, com os jogadores a terem oportunidade de verem piscares de olho a obras como Shining ou Wizard of Oz. Todavia, é também um sonho febril, em que os cenários mudam, em que a sala seguinte não está minimamente relacionada com a anterior.

Jogado numa Xbox One, a atmosfera é até agora o ponto mais alto, com esta inspiração no mundo do cinema a proporcionar cenários que marcam – muitos completamente fora do contexto “a bordo de um navio”. Até agora é uma obra que aposta muito mais na tensão do que no terror direto, ou seja, nos sustos imediatos e tantas vezes preguiçosos.

Para terminar estas primeiras impressões, duas notas: a vibração no comando da Xbox One é usada com uma temporização imaculada para sublinhar os momentos mais tensos. E a framerate sofre bastante ao longo do jogo, soluçando de forma bem visível quando o jogador roda a câmara. Layers of Fear 2 é completamente diferente do primeiro jogo, resta saber se o risco colherá os seus frutos.

Pedro Marques dos Santos, Redator – Days Gone, PS4

Com o tempo para desfrutar de entretenimento videojogável nas últimas semanas – e também nas próximas – a ser escasso, trago a esta edição desta rubrica o mais recente exclusivo da PlayStation 4: Days Gone. Apesar de já ser um sucesso comercial suficientemente assinalável para assegurar a viabilidade da propriedade intelectual enquanto série, a receção junto da crítica especializada não resultou num unânime selo de aprovação.

Depois de apenas algumas horas colocadas na obra, percebe-se que falta algo para tornar Days Gone uma experiência mais coesa. As primeiras horas da campanha protagonizada por Deacon não nos agarram pelo colarinho como deveriam e nota-se uma clara dificuldade em estabelecer um ritmo de progressão pela aventura mais seguro e com menor quantidade de períodos mortos. Conduzir a mota pelo seu mundo aberto é uma experiência libertadora, mas também acaba por fazer com que passemos por inúmeros locais de poderiam ser de interesse sem nos apercebemos.

A história tarde em desenvolver-se em algo mais significativo, o que acaba por prejudicar ainda mais a noção de ritmo da obra, uma vez que o jogo não faz um bom trabalho no momento de fazer a distinção entre o que é conteúdo secundário e o que é conteúdo principal e importante para o desenrolar da narrativa. Há momentos de inspiração, mas parece que o potencial nunca é devidamente concretizado.

Filipe Urriça, Redator – Redout, Switch

Não sou perito em jogos de corridas, mas tenho noção que é preciso ser-se capaz de dominar as curvas de um determinado traçado. Não basta conseguirmos atingir a velocidade máxima se esta nem sequer é atingível, visto haver curvas e contra curvas apertadas que nos condicionam a condução. Redout é isto: temos de dominar a máquina para depois conquistar a pista que percorre.

Tem havido propostas muito interessantes nos jogos de corridas, sobretudo aqueles que querem homenagear as glórias do passado que teimam em não regressar. De certa forma, Redout é similar a Fast RMX. Quer dizer que quem já jogou F-Zero ou Wipeout encontrará algo muito semelhante.

Ultrapassados os primeiros traçados, constatei que a inteligência artificial dos nossos adversários é implacável. Ao mínimo erro somos ultrapassados. E se demorarmos muito a recuperar a velocidade que tínhamos ficamos em segundo ou terceiro lugar num abrir e fechar de olhos. 

O problema foi não conseguir saber muito bem que nave escolher para a minha forma de jogar, uma com características que colmatassem os meus erros. Assim, a progressão é mais lenta que o desejado, mas há muita pista por percorrer e muitos bólides por desbloquear, por isso não faltará muito até encontrar aqueles que me permitem jogar melhor. 

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