Depois de uma semana de descanso, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a este espaço para partilhar com os leitores alguns dos títulos aos quais tem andado a dedicar o seu tempo. Antes disso, importa relembrar que Pedro Marques dos Santos publicou recentemente a sua análise a Tony Hawk's Pro Skater 1 + 2, a excelente revitalização dos clássicos títulos de skate.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - The Survivalists, PS4

O título de The Survivalists é um excelente indício sobre o que esperar do título produzido pela Team17. Ainda que não tenha dedicado um longo período de tempo à obra, as bases tornam-se evidentes desde bem cedo. Depois de termos naufragado numa lista, temos que sobreviver até encontrarmos uma forma de escaparmos a este pedaço de terra no meio do nada.

Encontrar diferentes materiais e empregar técnicas de crafting são a ordem do dia durante estes momentos iniciais. Claro que há o risco de morrer à fome, mas também condicionantes que farão a nossa saída para as águas que nos rodeiam ser complicada. Antes, porém, o ciclo da jogabilidade faz o suficiente para irmos progredindo pela ilha, encontrando novos materiais, criando novos itens, dando um propósito e um sentido de evolução à nossa morada temporária.

Para seu mérito, The Survivalists consegue cativar a atenção inicial do jogador num género rico em ofertas de qualidade. Ajuda imenso o grafismo carismático, claro, ficando por esclarecer para já como é que a obra se vai comportar quando as horas começarem a ser acumuladas. Se querem uma proposta de superação e com um sentido apurado de progressão, vale a pena prestar atenção ao evoluir da mais recente proposta da Team17.

Pedro Marques dos Santos, Redator - The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel IV, PS4

Trails of Cold Steel tem sido muito possivelmente a série a que mais tempo dediquei ao longo desta geração de consolas, com uma média de oitenta horas nos três títulos que foram lançados nos últimos anos. Com Trails of Cold Steel IV, obra que chega muito em breve ao ocidente, já vou em mais de cinquenta horas acumuladas e estas personagens continuam a cativar-me imenso a atenção.

É certo que, com um elenco cada vez mais alargado de personagens graças à junção de nomes de outras entradas de The Legend of Heroes, o tempo dedicado ao grupo que arrancou esta subsérie, à original Class VII, é mais diminuto, mas isso não impede que este quarto capítulo não tenha ainda vários momentos para que estas possam brilhar.

Dito isto, é um título mais focado em concluir o arco narrativo geral da saga, ou seja, concentrado no conflito global de Erebonia com as regiões circundantes e nas conspirações políticas de bastidores. Há tempo ainda assim para continuar a trabalhar as relações entre os membros da original e nova Class VII que permanecem o principal ponto de interesse.

Onde se nota já o acumular de títulos é ao nível da jogabilidade, com Trails of Cold Steel IV a não oferecer praticamente quaisquer novidades a este nível. Mesmo em termos de cenários, uma boa parte da campanha passa pelo revisitar de locais por onde já passamos em obras anteriores, havendo um claro reutilizar de assets. Ainda assim, é tempo bem passado.

Filipe Urriça, Redator - ScourgeBringer, Switch

Depois de ter já jogado ScourgeBringer no PC, enquanto estava em Early Access, agora estou a jogá-lo na Nintendo Switch. Agora que sei aquilo em que consiste o jogo, estou muito bem preparado para explorar os mistérios que o jogo esconde, sem estar preocupado com atualizações que alteram o equilíbrio do jogo. 

ScourgeBringer é um roguelike com um ritmo bastante frenético quanto ao seu combate. É um ritmo onde temos de estar mais atentos a quem não nos está a atacar, do que a quem está a levar com os nossos golpes. O combate tem um conceito muito bem desenhado, mas se não estamos habituados a este tipo de abordagem, vai ser difícil progredir. 

Nas minhas sessões com ScourgeBringer tenho sentido que a sua maior falha é a sua rigidez na abordagem ao combate. Primeiro, os golpes são limitados porque o combate foi desenhado de forma a haver uma maior fluidez e rapidez de movimentos. Podemos disparar, mas temos poucas balas, dar golpes muito rápidos com a nossa espada, mas esta inflige pouco dano. 

Todavia, o mais importante é podermos dar um golpe bem forte com a espada para atordoar os nossos inimigos. E é este potente golpe que é o centro da jogabilidade. Por isso, ainda vou ter que treinar muito até ter todas as mecânicas e estratégias bem delineadas no meu cérebro. Não adianta muito apanhar itens que melhorem as minhas estatísticas se não souber jogar bem ou como o jogo quer que eu aborde o combate. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!