por - Jan 26, 2019

O que andamos a jogar, 26 de janeiro

Com mais uma semana de trabalho terminada e com tudo pronto para partir em direção ao fim de semana, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a deixar-vos com algumas impressões sobre os títulos aos quais tem dedicado algum tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com o habitual resumo do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Martins arrancou a semana com o foco virado para The Grand Tour, a série da Amazon de Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond, tendo tecido algumas considerações sobre o primeiro episódio da sua terceira temporada, bem com avaliado o estado atual de The Grand Tour Game, o jogo baseado na série televisiva. No dia seguinte, o mesmo autor publicou a análise a Resident Evil 2, o remake da clássica obra de terror e sobrevivência da Capcom que não desiludiu e promete ser um dos jogos de 2019.

Na quarta-feira, Pedro Martins voltou a escrever sobre mais um título de outra era dos videojogos revitalizado para as novas plataformas, analisando Onimusha: Warlords. Quinta-feira, foi a vez de Filipe Urriça e Pedro Marques dos Santos entrarem em ação e logo com as duas notas mais baixas atribuídas este ano pelo VideoGamer Portugal. As "vítimas" foram Crimson Keep e Vane, respetivamente. Finalmente, durante a tarde de ontem, Pedro Marques dos Santos encerrou a semana com a análise ao segundo capítulo de Life is Strange 2, obra que continua a não convencer totalmente.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – The Hong Kong Massacre, PC

The Hong Kong Massacre não precisa de muito tempo para entrar na vossa cabeça. Estes último dias tenho progredido ao longo da aventura da sueca VRESKI, constatando que não lhe faltam momentos para encher o jogador de adrenalina e com vontade de continuar a experimentar a obra, um top-down shooter em que matam e morrem apenas com um tiro.

Obviamente, isto leva a incontáveis recomeçar de níveis, mas isso faz parte do seu ADN, até porque os cenários nunca são longos. O meu maior problema com o jogo até agora é a forma como ocasionalmente os inimigos nos matam sem que nada possa ser feito. A frustração é bastante diferente quando falhamos por incompetência e quando falhamos injustamente. Acreditem.

A jogabilidade é afinada e tem na habilidade de abrandar o tempo o seu grande pilar. Ainda que tenha um medidor no canto do ecrã, a produtora mostra-nos que esta funcionalidade está aqui para ser constantemente usada. Estudar os cenários, entrar e ser o mais clínico possível tem um encanto próprio, ainda que ocasionalmente o fado seja outro, e com o tempo a passar devagar, seja possível ver as trajetórias das balas que vão sendo perdidas pelo cenário.

Há também desafios complementares, a possibilidade de desbloquear novas armas ou melhorias para as que já têm, e confrontos com alguns bosses. Estou numa fase da obra em que já experimentei tudo isso, podendo escrever que The Hong Kong Massacre consegue proporcionar sessões de jogo frenéticas e que tem tanto de exigentes quanto de recompensadoras. Tudo isto embalado por um excelente banda sonora e um grafismo evocativo daquele tempo e lugar. A análise será publicada na próxima segunda-feira.

Pedro Marques dos Santos, Redator – Pikuniku, Switch

Acabadinho de chegar ao PC e Nintendo Switch, tive oportunidade de dedicar algum tempo a mais uma peculiar e, digamos, única proposta daquelas que a editora Devolver Digital parece ter especial prazer em colocar no mercado. Pikuniku é mais um jogo de puzzles e plataformas bem humorado que não desperdiça qualquer oportunidade para subverter as expectativas do jogador e colocar-lhe um sorriso na cara.

Daquilo que já tive oportunidade de jogar, Pikuniku não é uma obra que procure complicar os processos, o que significa que se apresenta como uma experiência bastante tranquila e relaxante. Para além dos objetivos principais, cada cenário conta ainda com alguns segredos e objetivos secundários para realizar que são muitas vezes responsáveis por alguns dos seus momentos mais engraçados.

Poderão ler a minha análise à obra no início da próxima semana.

Filipe Urriça, Redator – Travis Strikes Again: No More Heroes, Switch

Ultimamente, é Travis Strikes Again: No More Heroes que tem estado a ocupar as minhas sessões na Nintendo Switch. E do que eu já joguei, a mais recente obra do irreverente Suda 51 ainda não me convenceu ser um trabalho de um autor tão aclamado pelos seus fãs. Dizer-se que se gosta dos videojogos desta forma faz-nos questionar a verdadeira mensagem que o autor quer passar.

Isto é um jogo Suda 51, não há dúvida nenhuma que o é. Diálogos extremamente longos em jeito de visual novel, uma jogabilidade repetitiva a curto prazo, um design de inimigos bastante peculiar, assim como o humor juvenil que se vê em alguns dos seus jogos. Este conjunto de características é inconfundível, só um japonês como Suda 51 seria capaz de fazer uma sátira tão contundente em forma de videojogo.

Do que me resta ainda jogar espero encontrar algo substancialmente bom para poder ter a possibilidade de afirmar que este é um dos jogos de 2019, como tanto queria que fosse quando foi anunciado. Até agora tem-se revelado monótono em termos de jogabilidade, mas mordaz em termos narrativos. Num mercado tão competitivo, duvido que este jogo tenha o sucesso que Suda 51 tanto deseja. Mas se não o for, será uma excelente oportunidade para os seus fãs poderem inundar as redes sociais com desculpas para afirmar que este é o melhor jogo de sempre.

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