Concluída mais uma semana de trabalho, eis que chega novamente o dia para partilhar com os nossos leitores aquilo que os elementos da equipa editorial do VideoGamer Portugal têm jogado ao longo destes últimos dias. Antes disso, e como sempre, fiquem com o resumo do que de mais importante se publicou por estes lados durante esta semana.

Na terça-feira, Pedro Marques dos Santos analisou Across the Grooves, uma aventura narrativa apaixonada pela música, enquanto Pedro Martins partilhou o seu veredito em relação a Necrobarista, uma novela gráfica sobre vida, morte e café. Por fim, Filipe Urriça publicou a sua opinião final sobre Paper Mario: The Origami King, a nova entrada da popular série da Nintendo.

Se mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Devolverland Expo, PC

Não é segredo para ninguém que a indústria dos videojogos não fica indiferente aos efeitos provocados pela pandemia de COVID-19. Entre incontáveis lançamentos adiados e eventos cancelados, 2020 está a ser um ano atípico para todos. Com a E3 2020 cancelada, pelo menos moldes tradicionais, a Devolver Digital resolveu agraciar os fãs com Devolverland Expo.

Qualquer jogador interessado em experimentar o “simulador de marketing” da editora apenas têm que se dirigir à sua página no Steam. O jogo, que é em termos mais práticos um Atirador na Primeira Pessoa, coloca-nos num centro de convenções depois da exposição da Devolver ter sido cancelada.

É uma obra surpreendentemente polida graficamente se tivermos em consideração que está disponível de forma gratuita, misturando os tiros com trechos mais furtivos enquanto nos tentamos esgueirar entre os sistemas de segurança do recinto. O objetivo é recuperar diversos materiais associados à obras que a Devolver vai publicar.

Curiosamente, esse polimento começa a fazer mais sentido quando reparamos que a editora recrutou o talento da Flying Wild Hog para produzir o título. Importa recordar que estamos a falar da casa que tem em mãos a série Shadow Warrior, pelo que a jogabilidade, mesmo que não seja complexa, não arrasta Devolverland Expo pela lama.

Não há como negar que há aqui muito marketing, obviamente, mas é a própria editora a classificá-lo como um simulador de marketing. Devolverland Expo é honesto e quer apenas divertir durante alguns minutos. Acima de tudo, julgo que é uma experiência que resulta e que entretém quando todos precisamos de um escape temporário. Se não estiverem mergulhados noutra obra, o caminho a seguir é este.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Rainswept, Switch

Ainda joguei muito pouco de Rainswept que, diga-se, não é um jogo longo, mas os momentos iniciais serviram sobretudo para me introduzir ao fio narrativo que vai guiar a aventura, ou seja, ao crime que decorreu numa pacata terra e que resultou na morte de um casal.

Os primeiros sinais parecem apontar para um desfecho fatídico sem mistério. Um casal já conhecido pelas suas discussões frequentes, um disparo à queima roupa no abdómen da mulher e um tiro na cabeça auto-infligido na cabeça do homem empurram a conclusão para um homícidio seguido de suicídio. Mas será assim tão simples?

É essa a pergunta que o resto da aventura terá de responder, no sentido de justificar o nosso investimento num crime que, à primeira vista, parece resolvido à partida.

Filipe Urriça, Redator - CrossCode, Switch

CrossCode é um RPG com uma jogabilidade mais focada na resolução de puzzles. Pelo menos, é esta a ideia que a fase inicial do jogo nos quer passar. Curiosamente, é através de técnicas de combate - corpo a corpo e à distância - vão resolver alguns dos quebra-cabeças apresentados.

Por vezes, é difícil ler as peças que compõem o puzzle o que torna ainda mais complicado saber onde é que estas encaixam. Por exemplo, com o tiro que podemos disparar temos de fazer ricochete em várias superfícies até que atinja um interruptor que nos abre a porta pretendida. 

O pior do jogo é efetuar um salto, porque este é feito automaticamente, bastando avançar em direção ao fim de uma plataforma para chegar ao início de outra. Às vezes, mesmo depois de calcular a distância entre duas plataformas, falhamos o salto, porque nem sempre é possível ver bem se podemos saltar em segurança.

Porém, a fase inicial só serve para nos habituarmos aos controlos, porque quando o jogo começa realmente, passar a combater monstros sem cessar e sem usar um único neurónio da nossa massa cinzenta. Fiquei um pouco decepcionado, mas o jogo vai melhorando ao longo do tempo, visto que as quests que nos são dadas são bastante interessantes de resolver. Só espero que daqui em diante melhore, porque não encontrei nada que faça o jogo brilhar como devia.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!