Terminada mais uma semana de trabalho, a equipa editorial do VideoGamer Portugal regressa a este espaço para partilhar com os leitores alguns dos títulos aos quais tem dedicado o seu tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados nesta semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Martins, responsável pela autoria dos três textos destacados de seguida, arrancou a semana com a sua análise a Stela, mais um dos títulos interessantes que chegou recentemente ao mercado com o selo de aprovação da Apple Arcade. No mesmo dia, houve também lugar a uma crítica ao primeiro episódio da prometedora série Watchmen da HBO. Finalmente, o autor escreveu ainda sobre a amostra de Mosaic que teve oportunidade de experimentar antes do seu lançamento oficial.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Moons of Madness, PC

O mês de outubro, graças à rampa que nos leva até ao Halloween, é também marcado pela chegada ao mercado de vários títulos de terror. Um desses títulos que recentemente viu a luz do dia no PC é Moons of Madness, obra desenvolvida pela Rock Pocket Games e inserida no universo do MMORPG The Secret World.

Vestindo a pele de Shane Newehart, somos então um engenheiro que trabalha para a empresa Orochi. Numa base marciana, não demora muito até que as coisas comecem a correr fora do que estava estipulado, quebrando protocolos e atemorizando o jogador com visões grotescas inspiradas pelo trabalho de Lovecraft.

Depois de ter concluído as primeiras horas, Moons of Madness começa por enojar, passada por uma fase marcada pelos sustos e está neste momento a colocar puzzles em catadupa no ecrã. A questão é, estando envolvido no miolo da obra, se as horas restantes serão um regresso ao terror propriamente dito em detrimento de continuar um caminho marcado pela lógica e pela associação.

São horas também marcadas por valores de produção que vão oscilando. Por um lado, a obra conta efetivamente com uma boa atmosfera, variando entre os cenários interiores e paisagens desertas. Ocasionalmente, porém, é experienciada alguma falta de polimento técnico, tanto ao nível gráfico como no que à vocalização diz respeito. Ainda que a motivação nem sempre esteja no pico, há pelo menos a curiosidade de perceber como é que tudo vai acabar.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Worse than Death, Switch

Para além de estar a fazer o meu caminho por MediEvil na PlayStation 4, obra que cheguei a experimentar na minha velhinha PlayStation original, recentemente tive também oportunidade de começar Worse than Death, a nova obra saída da mente de Benjamin Rivers. 

Joguei os dois esforços anteriores do produtor, Home e Alone with You, tendo gostado bastante mais do primeiro do que do segundo. Felizmente, em termos conceptuais, Worse than Death tem mais de Home do que de Alone with You, ao apresentar-se mais como uma obra de terror psicológico com uma forte componente narrativa.

Aqui acompanhamos Holly no seu regresso à terra natal para uma reunião de liceu e desde os primeiros minutos o jogo semeia o nosso interesse num mistério em redor da morte de uma colega, de uma amiga cujas circunstâncias não são explicadas desde logo ao jogador. No fundo, assistimos às consequências desse evento na relação entre as personagens, mas não nos é revelado o que verdadeiramente aconteceu.

Assim, Worse than Death destaca-se para já, ainda antes dos elementos de terror entrarem em ação, pela rapidez com que cativa o nosso interesse neste mistério.

Filipe Urriça, Redator - Felix the Reaper, Switch

Há jogos que têm histórias mais interessantes do que a jogabilidade que oferecem. Felix the Reaper é um desses jogos. Contudo, há alguns quebra-cabeças que chegam a fascinar.

Enquanto agentes da morte, temos de cumprir objetivos para que os indivíduos destinados a morrer não evitem essa fatalidade. É o ciclo da vida a chegar ao fim e nós só temos de fazer com que este seja atinjido.

E para que o destino o seja cumprido, temos de resolver puzzles quando o tempo no mundo dos vivos está congelado. Se alguém tem de ser atingido com algo que lhe vai provocar a morte, temos de dar, literalmente, os passos necessários para que isto aconteça. 

O jogo consiste em mover objetos e, sobretudo, em fazer Felix ir de um lado para outro para que todos os mecanismos estejam no seu devido lugar. É um conceito fácil de entender, mas que é, por vezes, difícil de executar.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!