Terminada mais uma semana de trabalho e com as temperaturas já a darem sinal da entrada num outono que, pelo menos na indústria dos videojogos, será bem quente, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partihar com os leitores as obras a que tem dedicado algum do seu tempo nestes últimos dias.

Antes disso, importa destacar que esta semana viu Pedro Martins publicar a sua análise a art of rally, um altamente estilizado e mecanicamente competente jogo de condução off-road, enquanto Filipe Urriça analisou Faeria, obra de estratégia e cartas colecionáveis que fez no mês passado a sua estreia na Switch, depois do lançamento original no PC em 2016.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Spelunky 2, PS4

Spelunky, obra publicada originalmente em 2008, foi conquistando uma legião de fãs, assumindo-se ao longo dos anos como uma coqueluche da cena independente. Era, portanto, uma tarefa hercúlea desenvolver uma sequela que lhe fizesse justiça. Felizmente para os fãs que esperaram e desesperaram por este momento, foi precisamente isso que a Mossmouth conseguiu.

Na sequela, que já está disponível na PlayStation 4 e que chegará ao PC dia 29 de setembro, continuamos perante uma proposta de plataformas em duas dimensões. E continuamos a explorar cavernas que encerram perigos em todos os cantos e esquinas. Os controlos são idênticos, ou seja, são precisos e controlar a personagem que escolhem é um deleite.

É uma obra, contudo, que apresenta uma sensação de exploração ininterrupta, com o jogador a usar os diferentes utensílios que têm à sua disposição para ir um pouco mais longe, inevitavelmente morrendo e começando uma nova sessão de exploração. Faz tudo parte da diversão e da conquista, com Spelunky 2 a agarrar a atenção do jogador desde bem cedo para nunca mais a largar.

A sequela não é apenas mais do mesmo, mas não se esquece do que cimentou a estreia da série como um colosso. O desafio de Spelunky 2 chega progressivamente e estruturado, nunca sendo frustrante por ser frustrante. É uma viagem que acolhe veteranos e novatos; é uma viagem que tem nestas primeiras impressões um arranque memorável e a inequívoca vontade de regressar outra e outra vez para a continuar.

Pedro Marques dos Santos, Redator - No Straight Roads, PS4

Numa altura em que me encontro dividido por inúmeras obras de longa duração, jogar uma proposta que pode perfeitamente ser concluída em duas ou três sessões não muito longas de jogo é uma proposta apetecível. Um dos títulos na minha lista que encaixa nessa descrição é No Straight Roads, a experiência musical da autoria de alguns responsáveis pela produção de Final Fantasy XV.

Conto terminar a obra ainda durante este fim de semana e poder oferecer uma opinião mais fundamentada sobre No Straight Roads no arranque da próxima semana, mas por enquanto importa mencionar que estamos perante uma obra com uma estética bastante interessante e uma banda sonora de qualidade para suportar uma experiência tão focada no poder da música.

O facto da história colocar os protagonistas a tentar derrubar o regime autoritário da música electrónica (EDM) em favor do bom velho Rock também ajuda a cativar desde logo a minha atenção. As personagens e o tom ligeiro e bem humorado são igualmente pontos de interesse nestes primeiros momentos da campanha.

Filipe Urriça, Redator - A Short Hike, Switch

A Short Hike tem-se revelado uma exploração muito peculiar e bastante agradável. É surpreendente saber que neste jogo independente temos um objetivo aparentemente simples, assim como aprazíveis surpresas ao longo do caminho.

Somos uma ave que tem de cumprir uma tradição de família, mas para o fazer temos de saber como chegar ao fim do trilho que temos pela frente. Vamos poder contar com a ajuda e conselhos de várias personagens muito interessantes e bem escritas.

A mecânica principal, gerir a resistência da nossa personagem, está bem construída. E visto que temos de subir e voar distâncias cada vez maiores, a nossa fadiga acaba por ditar as nossas ações, fazendo-nos regressar a locais anteriores para conseguirmos aumentar a nossa capacidade física.

Até aqui, cerca de duas horas a jogar, A Short Hike tem sido uma experiência muito interessante, sobretudo pela descoberta de novas personagens que se cruzam no nosso caminho. Espero que esta experiência continue a proporcionar momentos brilhantes que têm pautado as minhas sessões. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!