Com mais uma semana de trabalho dada por terminada, a equipa editorial do VideoGamer Portugal regressa a este espaço para partilhar com os seus leitores alguns dos títulos aos quais vai dedicando o seu tempo nos últimos dias.

Uma vez que esta semana não houve lugar à publicação de qualquer análise ou artigo, partimos sem perder tempo para as escolhas que Pedro Martins, Pedro Marques dos Santos e Filipe Urriça optaram por destacar nesta edição da rubrica.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Little Orpheus, Apple Arcade

A The Chinese Room assinou duas obras que ainda carrego comigo: Dear Esther e Everybody's Gone to the Rapture. Agora, todavia, a proposta é bastante diferente. Está disponível no Apple Arcade uma nova obra da autoria da produtora de Brighton que se apresenta em side-scrolling e que, para já, parece transportar parte do pulso narrativo para um género diferente.

O nome da obra é Little Orpheus e o jogador controla Ivan Ivanovich, um cosmonauta que está a caminho do centro da Terra. Contudo, é o humor - tanto escrito como circunstancial - que dá parte do charme à obra. O resto do charme está bem patente no departamento gráfico. Não só os cenários de fundo são detalhados, como a própria apresentação é cuidada.

O meu tempo dedicado ao jogo tem sido aplicado no iPad. Nestas primeiras impressões, nota-se não só a apresentação do sistema de controlos obviamente, mas também alguma contenção no momento de o complicar, muito possivelmente com a The Chinese Room a ter em atenção que a maioria dos jogadores vai experimentar a obra num iPhone ou num iPad.

Deslizar o dedo faz Ivan deslocar-se horizontalmente e pressionar o ecrã faz o pequeno protagonista saltar. Entre plataformas há a temporização dos saltos, mas nada que para já se tenha revelado complicado. Little Orpheus está mais interessado em deixar os jogadores desfrutarem da viagem e essa sinceridade aliada ao grafismo e às tiradas narrativas tornam-no numa recomendação para quem tiver uma subscrição Apple Arcade.

Pedro Marques dos Santos, Redator - The Last of Us Part II, PS4

Tal como um número significativo de jogadores espalhados pelo mundo inteiro, durante os últimos dias tenho estado a fazer o meu caminho pelo novo capítulo da história de Ellie. The Last of Us é, para mim, o melhor jogo que alguma vez tive oportunidade de jogar, pelo que não é propriamente surprendente que a sua sequela tivesse o meu total interesse e atenção.

Uma das vantagens de não o estar a jogar para análise é que o posso jogar ao meu ritmo, sem a pressão de ter de chegar aos créditos finais o mais rápido possível. Por isso, o meu progresso tem sido lento - muito lento -, tentando saborear ao máximo todos os momentos que passo com Ellie, uma das mais marcantes personagens da indústria.

Felizmente, depois de reduzir ao máximo a minha exposição mediática ao título no pré-lançamento, a experiência está a ser completamente fresca e tenho conseguido manter-me longe de spoilers indesejados. Por enquanto, mantenho-me sem uma opinião forte em relação aos eventos narrativos que já experienciei, até porque ainda há muito para ver que pode, ou não, justificar as opções tomadas até agora.

De resto, menciono apenas que The Last of Us Part II é uma experiência incrivelmente tensa. Apesar dos muitos momentos de exploração tranquila que a obra proporciona nas horas iniciais, sempre que inimigos entram na cena, a tensão é palpável - a banda sonora faz um trabalho notável - e o esforço para nos mantermos longe do combate aberto faz-nos suster a respiração de forma permanente. 

 

Filipe Urriça, Redator - Jump Rope Challenge, Switch

Esta semana decidi experimentar Jump Rope Challenge, uma pequena experiência criada por produtores da Nintendo enquanto estavam em confinamento. Não tem nada de especial, pois pede-vos apenas que saltem à corda.

Obviamente que esta corda provém dos Joy-Con, visto que têm de segurar neles como se fossem as pontas de uma corda. Depois, é só saltar. E nada melhor do que um coelho para representar um ser saltitante que salta ao nosso ritmo.

Pensei que saltar cem vezes por dia fosse mais complicado, só no primeiro dia foram mais de quatrocentos saltos seguidos. Contudo, acho que a contagem não é feita da melhor forma, porque sempre que paro o jogo continua a contar mais dois ou quatro saltos.

O jogo é gratuito e, para aquilo que faz, é minimamente curioso para se experimentar. A cada cem saltos a imagem de fundo muda, seja qual for a razão aparente. E a cada centena de saltos também recebem algo que marca o vosso feito. Um dia recebi borboletas, no outro recebi estrelas.

Enfim, se precisam de fazer exercício físico com um videojogo na Nintendo Switch, talvez Fitness Boxing ou Ring Fit Adventure sejam as opções mais indicadas a não ser que se recusem a dar dinheiro por jogos deste tipo, aí Jump Rope Challenge é a opção perfeita.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!