Terminada mais uma semana de trabalho, eis que chega novamente o dia dos vários elementos da equipa editorial do VideoGamer Portugal partilharem com os leitores as obras às quais têm dedicado algum do seu tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com o resumo do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Logo na segunda-feira, Filipe Urriça publicou a sua análise a Cadence of Hyrule, a obra que resultou do casamento inesperado entre The Legend of Zelda e Crypt of the NecroDancer, enquanto Pedro Martins aproveitou o lançamento da nova expansão de American Truck Simulator para voltar a escrever sobre este muito particular género de jogos.

No dia seguinte, o mesmo autor voltou a sentar-se atrás do volante, mas desta vez para partilhar a sua opinião sobre Forza Horizon 4: LEGO Speed Champions, a nova expansão do aclamado título da Playground Games que leva os jogadores até ao mundo LEGO. Finalmente, já ontem, Pedro Marques dos Santos encerrou a semana com a sua análise a Crash Team Racing: Nitro-Fueled, o remake do título de corridas de Karts lançado originalmente em 1999 pela mão da Naughty Dog.

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - The Sinking City, PS4

Colocando em amplo destaque a sua vocação investigativa e inspiração nos mundos criados por Lovecraft, The Sinking City era há muito um dos títulos que acompanhava de perto. Infelizmente, volvidas as primeiras horas não estou completamente conquistado por aquilo que fui experienciando.

Vestimos a pele de Charles Reed, que chega a Oakmont para tentar encontrar respostas para as misteriosas visões que tem tido, porém, mal chega a Massachusetts começa a resolver casos para diferentes personagens locais, vasculhando todos os recantos de todos os cenários.

Deslocarmo-nos até um local, interagir com tudo o que podemos até reunirmos provas suficientes, activar o processo “Mind Palace” para combinar pistas com factos e chegar a um conclusão. A minha grande questão é se estes procedimentos vão evoluir ao longo da aventura, pois dúvido que este ciclo tenha estofo para se manter devidamente interessante durante as próximas horas.

Ainda que a atmosfera de Oakmont tenha o seu encanto, mesmo jogado numa PlayStation 4 Pro há muito do lado técnico que deixa a desejar, como as texturas dos cenários, a modelagem e as animações das personagens. Ocasionalmente parece que estou perante uma obra romba, que tenta levar-nos para os mundos de Lovecraft, mas que falha em me manter por lá.

The Sinking City será um dos jogos a que continuarei a dedicar as minhas horas ao longo dos próximos tempos. Espero que as sensações da prática consigam chegar eventualmente à teoria que sabíamos antes da obra chegar ao mercado. Os processos de investigação podem ajudar a salvar o jogo se forem além do que está à nossa frente durante as primeiras horas. Só o tempo poderá confirmar - ou não - tudo isto.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Crash Team Racing: Nitro-Fueled, PS4

A análise à modernização levada a cabo pela Beenox de um clássico de culto da era PlayStation original que nunca teve um sucessor à altura já foi entretanto publicada e como escrevi na mesma, vinte anos depois Crash Team Racing continua a ser um muito bom título dentro do género em que se insere e que tem Mario Kart como o seu expoente máximo.

Depois de ter jogado há pouco tempo a mais recente empreitada da SEGA com Sonic nos títulos de Karts, a diferença de qualidade é gritante. Não só Nitro-Fueled oferece corridas mais espetaculares, frenéticas e com maior foco na habilidade do jogador para dominar as suas mecânicas, como o pacote completo da obra é muito mais substancial do que aquele com que Team Sonic Racing chegou ao mercado.

No fundo, é uma segunda vida bastante merecida para um título que saiu do mesmo estúdio que atualmente se ocupa com The Last of Us: Part II.

Filipe Urriça, Redator - Brothers: A Tale of Two Sons, Switch

Brothers: A Tale of Two Sons é mais um aclamado indie, com um tempo considerável no mercado e que chegou recentemente à Nintendo Switch. Contudo, agora a sua particular jogabilidade pode ser tornada muito mais acessível pela presença dos comandos Joy-Con.

Até aqui cada um dos irmãos era controlado por um analógico, ou seja, jogar a dois significava partilhar o mesmo comando. Com a Nintendo Switch o caso muda de figura, há a separação física dos Joy-Con, embora seja possível replicar a mesma experiência com o acessório que os junta. Assim já não há a necessidade de partilhar apenas um comando, nem de passar pela falta de ergonomia a que esse processo obrigava.

Obviamente que é possível jogar sozinho, mas a cooperação é um das características mais importantes do jogo. Foi por essa razão que Brothers: A Tale of Two Sons ficou conhecido. Assim, há a possibilidade de se viver uma experiência emocional a dois, até com o nosso irmão. Até agora, do que já joguei o jogo da Starbreeze lançado originalmente em 2013 não parece ter nenhuma alteração profunda. É uma experiencia que beneficia da separação dos comandos. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!