por - Aug 3, 2019

O que andamos a jogar, 3 de agosto

Com mais uma semana de trabalho finalizada e já em pleno mês de agosto – mês de férias para muitos portugueses -, a equipa VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os leitores alguns dos jogos aos quais vai dedicando o seu tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo da semana.

As análises foram da autoria de Pedro Martins que esta semana escreveu sobre duas produções independentes distintas: Summer Catchers, jogo com nome apropriado para esta fase do ano, e A Short Hike, obra cujo título descreve na perfeição a aventura em oferta. Por sua vez, Filipe Urriça escreveu sobre Dr. Mario World e a forma como este se adapta ao mercado free-to-play.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – Solo: Islands of the Heart, PS4

Depois de ter dedicado algum tempo a Solo: Islands of the Heart, tornou-se bastante evidente que estamos perante uma obra que quer promover o amor. Não demora muito até que a obra da Team Gotham nos esteja a colocar perguntas pessoais que pede para respondermos com a maior sinceridade possível; respostas que deverão influenciar o decorrer da aventura.

Fica também evidente que um dos seus maiores destaques é o mundo de jogo. Não pelo detalhe ou pelas dimensões, mas sim por quão vibrante se apresenta. Saltando de ilha em ilha, vamos sendo brindados com áreas que tentam ao máximo oferecer uma estadia prazerosa, pelo menos na PlayStation 4 Pro. Infelizmente, é demonstrado que os puzzles inseridos nesta tela paradisíaca apresentam várias fragilidades.

No centro da jogabilidade estão cubos que temos que apanhar e colocar em pontos do cenário para resolver enigmas e, pelo menos para já, ativar faróis que desbloqueiam a área seguinte. Seja apanhar os cubos que estão ao alcance da personagem, seja a apanhar cubos que estejam distantes graças a habilidades desbloqueadas, nestes momentos Solo não se desenvolveu o suficiente.

Mas o maior problema, que acaba por minar o “paradisíaco” descrito anteriormente é a câmara de jogo. Por inúmeras vezes, o ângulo de visão escolhido é frustrante, o que é agravado por não podermos deslocar a câmara nestes momentos. Assim, acabamos por lutar mais contra a perspectiva oferecida do que com os cubos. A cereja no topo do bolo é que muitas vezes isto leva-nos a cair à água e as escadas para regressar a terra nem sempre estão na proximidade.

Pedro Marques dos Santos, Redator – Stranger Things 3: The Game, PS4

Agora que já terminei a minha campanha por Fire Emblem: Three Houses – análise que será publicada no início da próxima semana, posso finalmente começar a dar tempo e atenção a obras que fui negligenciando durante estes períodos em que coloquei quarenta horas em Judgment e quase oitenta horas no exclusivo Nintendo Switch de forma consecutiva.

Uma dessas obras é Stranger Things 3: The Game, título baseado na terceira temporada do fenómeno de culto da Netflix que estreou no mês passado. Com três horas de jogo e três capítulos concluídos, já ficou claro que, apesar de um conceito interessante, não existem aqui condimentos suficientes para evitar a monotonia e o sentimento sensaborão que se instalam quando percebemos que a jogabilidade é simplista e repetitiva.

Mesmo com inúmeras personagens jogáveis e cada uma com a sua habilidade única, a jogabilidade precisava de um combate mais dinâmico, de puzzles mais interessantes e de uma história entregue de forma mais competente para que esta estadia em Hawkins valesse efetivamente a pena.

Filipe Urriça, Redator – Forager, Switch

Não me lembro de jogar um título que teve um efeito obsessivo-compulsivo como Forager. Começa-se como qualquer título de sobrevivência onde os sistemas de crafting são uma parte essencial do jogo, ou seja a recolher exaustivamente recursos disponíveis na natureza. Já passaram oito horas e tenho um sistema automatizado que faz este trabalho por mim, enquanto enfrento esqueletos, exploro masmorras ou descubro os segredos do jogo.

Ainda não houve um único momento em que me sentisse frustrado ou aborrecido. A progressão é gradual e há sempre algo novo a descobrir sempre que se aumenta de nível. A árvore de habilidades também é muito interessante, sobretudo para ver qual é o impacto que vai ter na jogabilidade. E visto que a importância do sistema de habilidades é tão grande, agora só quero é aumentar constantemente de nível.

Podemos fazer tantas atividades em Forager, que a sensação de fadiga, felizmente, nunca chega. Não há bateria que chegue para a vontade que tenho em prolongar as partidas. 

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