Encerrada mais uma semana de trabalho, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os seus leitores alguns dos títulos aos quais tem dedicado o seu tempo ao longo dos últimos dias.

Antes disso, importa relembrar que Filipe Urriça publicou, na segunda-feira, a sua análise a RPG Maker MV, uma obra que pretende ser uma porta de entrada para aqueles interessados no desenvolvimento dos seus próprios videojogos, sobretudo no género de Role Playing Games.

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Mafia: Definitive Edition, PS4

Com a Definitive Edition de Mafia, a Hangar 13 parece querer entregar uma obra que tenha o suficiente para que os jogadores da versão original publicada em 2002 reconheçam a espinha dorsal da obra, enquanto os estreantes encontram uma obra de 2020. As primeiras impressões não são más, especialmente na hora de me deixar rodear pela atmosfera de Lost Heaven.

Estamos nos anos trinta quando vestimos a pele de Tommy Angelo, um taxista que começa a obra forçado a espreitar um mundo que não quer que seja o seu depois do veículo que lhe serve de ganha-pão ser destruído. A liberdade para explorarmos o mundo de jogo não é transcendente, mas esta escalada pelo mundo do crime e das contas pagas com rótulas estilhaçadas não perde força.

Na PlayStation 4 Pro notam-se os tempos de carregamento longos, sim, mas o que está a ser carregado deslumbra. Efeitos numa cidade que se desmarca da original graças à passagem do tempo e da capacidade superior do hardware, uma jogabilidade que dá peso aos tiroteios e às cenas de condução: convites renovados para mais uma sessão de jogo. 

Os argumentos, tanto o da história geral como os que são aplicados a cada uma das personagens, podem plissar com o acumular das horas, é verdade. Todavia, Mafia: Definitive Edition não pode ser acusado de ser um trabalho frouxo para que a 2K Games acumule mais uns euros patrocinados pela nostalgia. Mais do que a viagem temporal até 2002, regressar a 1930 parece ser muito mais interessante.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Tennis World Tour 2, PS4

Não é já segredo nenhum que sou um apaixonado pelo Ténis - tal como o demonstra o tempo passado a ver Roland Garros nos últimos dias -, pelo que serei sempre dos primeiros a revelar interesse num videojogo proposta a tentar capturar a magia deste desporto. Infelizmente, menos nos seus melhores esforços, ou seja, nos tempos aúreos da série Top Spin, notou-se sempre uma incapacidade para traduzir a emoção destas longas batalhas um contra um - ou dois contra dois - numa experiência apreciável.

Tennis World Tour 2 é o novo esforço da Breakpoint Studio para conseguir algo de interessante dentro da modalidade, depois de uma primeira empreitada bastante medíocre. Ainda joguei bastante pouco da obra, mas os primeiros sinais não dão quaisquer indícios de estarmos perante um jogo de maior qualidade em relação ao anterior. As animações continuam duvidosas, o entusiasmo é escasso, a emoção inexistente. Não é terrível, mas não parece ser um jogo capaz de converter seja quem for aos encantos deste desporto.

A espera por um videojogo de Ténis de excelência terá de continuar.

Filipe Urriça, Redator - Hades, Switch

Já não jogava um roguelike tão bom como o da Super Giant Games desde The Binding of Isaac. Só de pensar nisto apercebi-me que já lá vão quase dez anos desde o lançamento do jogo que me fez descobrir um dos meus géneros favoritos. Hades é, muito provavelmente, um dos melhores jogos deste ano.

A obra da Super Giant Games é bastante apelativa, não só por implementar bem aquilo pelo qual o género roguelike é definido, mas porque a sua temática é a mitologia grega. Adorei God of War (o original na PlayStation 2) por um comum mortal debater-se com deuses e pela narrativa de vingança que motivou Kratos a desafiar seres com um poder inimaginável.

Em Hades, não são os deuses que protagonizam a narrativa mas o filho do deus dos mortos, Zagreus. Este quer sair do submundo até à superfície, mas para tal terá de enfrentar a horda de monstros num labirinto que muda a cada nova tentativa de saírem do submundo. É o combate que é o grande divertimento do jogo, assim cada esforço tem a motivação suficiente para estarmos horas a fio a tentar escapar, literalmente, do inferno.

Já tenho cinco armas desbloqueadas, para além da Stygius, a espada do submundo. E neste momento, estou a adorar a Exagryph, uma espécie de canhão divino. Além desta, também gostei muito Coronacht, um arco que dispara flechas com grande precisão. E é isto que esta enorme obra faz de bem: um combate bem desenhado, com uma narrativa muito boa. É por isso que até ao final do ano ainda vou dedicar muitas horas a esta obra e, porventura, ver o documentário do canal Noclip que está no YouTube.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!