Depois de longas semanas de ausência, a rubrica que reúne a equipa do VideoGamer Portugal para partilharem com os leitores as obras às quais estão a dedicar o seu tempo está de regresso. Mas antes de passarmos aos destaques da semana, e porque a tradição ainda é o que era, fiquem com um resumo do que de mais importante se publicou por estes lados durante os últimos dias.

Na quarta-feira, Filipe Urriça publicou a sua análise a Grindstone, a mais recente obra assinada pela Capybara, e como é facilmente percetível pela classificação final, saiu bastante agradado com a experiência em oferta. Para além disso, o mesmo autor teve ainda oportunidade de escrever as suas primeiras impressões em relação à adaptação de Super Mario 3D World à Nintendo Switch.

Sem mais demoras, são estes os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - The Medium, PC

The Medium não é a primeira obra da Bloober Team que experimento, mas até este momento aparenta ser a mais madura. Proposta de terror psicológico, estes trechos iniciais foram marcados pela tensão. Vestimos a pele de Marianne, uma médium que tem a capacidade de experienciar duas realidades, dando paz às almas que precisam de ajuda para chegar à vida depois da morte.

Tenho jogado o título num PC (está também publicado na Xbox Series) e o grafismo é para já o ponto de maior destaque. É verdade que os tempos de carregamento podiam ser mais curtos, mas as texturas em conjugação com a iluminação dão a The Medium uma atmosfera que permeia a nossa estadia. 

A jogabilidade tem a produtora claramente a apostar na mecânica “realidade dupla”, uma vez que excluindo esse detalhe interessantíssimo, há itens para recolher e usar, ocasionalmente sendo possível combiná-los. Não é nada que, pelo menos durante estes momentos iniciais, agite as águas de uma forma definitiva e inesquecível. 

Aliás, The Medium revela também um problema com a câmara fixa, ou melhor, com as perspectivas não serem sempre as melhores para as cenas. Mas a história arranca de uma forma suficientemente interessante para motivar novas sessões de jogo. Não sei se será o grande lançamento do arranque de 2021, mas vale a pena o vosso tempo se forem fãs do género e se tiverem uma subscrição Xbox Game Pass.

Pedro Marques dos Santos, Redator - The Pedestrian, PS5

Já disponível há um ano no PC, The Pedestrian estreou-se recentemente nas consolas através da PlayStation 4 e PlayStation 5. Já com as primeiras secções da sua campanha concluídas, a obra da Skookum Arts destaca-se, curiosamente, pelo seu departamento artístico. Não por ser um título graficamente imponente, pelo contrário, mas sim pela simplicidade e eficácia do seu estilo visual.

Na sua essência, The Pedestrian é um jogo de quebra-cabeças durante os quais temos de ajudar o protagonista, um "stickman", a ultrapassar obstáculos para ir de ponto A até ao ponto B. A justaposição entre os ambientes 3D envolventes e a ação 2D que decorre dentro de sinais e placares colocados no cenário resulta bastante bem e torna a obra bastante apelativa.

No que diz respeito às mecânicas de jogabilidade, o título tem tudo o que seria de esperar de uma obra do género, pelo que o seu principal elemento diferenciador é a ligação que temos de estabelecer entre os diferentes sinais pelos quais a personagem se movimenta para chegar ao destino. Essa ligação envolve muitas vezes o reposicionar dos ditos sinais de forma a permitir as ligações necessárias para delinear o caminho correto a seguir.

Para já, The Pedestrian tem sido uma experiência bastante agradável. Tem sido desafiante, mas sem complicar em demasia, o que é importante a longo prazo.

Filipe Urriça, Redator - Horace, Switch

Horace é um jogo narrativo, mas com bastantes mecânicas de jogabilidade para subir e descer de plataformas. Joguei o primeiro capítulo e percebo para onde o jogo me quer levar.

Há bastante por explorar e este jogo publicado pela 505 Games vai por um caminho que me levará a sentir emoções fortes, se as minhas primeiras impressões estiverem corretas. Ainda é cedo para perceber se o jogo quer desafiar as minhas habilidades ou os meus sentimentos, ou se ambos podem ser postos à prova.

Jogos que tentam seguir os dois caminhos acabam por perder uma das suas premissas ao longo da sua duração. Espero que isto não aconteça, porque tanto a história como as mecânicas do jogo parecem ter muito para oferecer. 

O que me chama também à atenção é o grafismo pixel art deslumbrante que já exibe, algo que ajuda a ficarmos comovidos com o que nos apresenta. Se os nossos olhos gostam, a estadia em Horace será certamente bastante agradável. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!