VideoGamer Portugal por - Jun 30, 2018

O que andamos a jogar, 30 de junho

Terminada mais uma atarefada semana de trabalho, a equipa do VideoGamer Portugal parte em direção ao fim de semana, mas não sem antes relatar aos seus leitores as suas mais recentes sessões de jogo com obras que serão alvo de escrutínio no futuro. Antes disso, e como sempre, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo destes últimos dias.

Logo na segunda-feira, horas antes da Seleção Nacional ter conseguido mais uma sofrível qualificação para os oitavos-de-final do Campeonato do Mundo que está a decorrer na Rússia, Pedro Marques dos Santos partilhou a sua caminhada rumo ao título mundial através do conteúdo oficial presente em FIFA 18.  No dia seguinte, o mesmo autor publicou a sua análise a The Awesome Adventures of Captain Spirit, o título gratuito que serve de introdução a Life is Strange 2, a aguardada sequela da aventura protagonizada por Max e Chloe.

Na quarta-feira, Filipe Urriça escreveu sobre os seus primeiros tempos com Captain Toad: Treasure Tracker, mais concretamente com a adaptação do exclusivo Wii U à Nintendo Switch, enquanto Pedro Marques dos Santos voltou novamente à carga com a sua análise a West of Loathing, o cómico RPG que chegou no final do mês passado à consola da Nintendo. Por sua vez, Pedro Martins publicou, na quinta-feira, a sua opinião final em relação a Homo Machina, um peculiar título de puzzles que se destaca pelos seus visuais.

Não satisfeito, Pedro Marques dos Santos ainda foi a tempo de especular e teorizar sobre Life is Strange 2 com base nas pistas encontradas ao longo da sua estadia em The Awesome Adventures of Captain Spirit. Finalmente, a semana foi encerrada por Filipe Urriça que publicou a sua análise à versão Nintendo Switch de Ikaruga – curiosamente, no mesmo dia em que este chegou à PlayStation 4.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana. Lembramos que podem partilhar com o resto da comunidade – e connosco – os títulos que têm andado a jogar nos nossos recentemente fundados fóruns.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – SEGA Mega Drive Classics, PS4

Pode ser visto como uma capitalização da nostalgia, mas SEGA Mega Drive Classics é também uma boa forma de matar saudades de alguns dos jogos que marcaram presença na nossa infância – ou pelo menos na minha. Chegando às cinco dezenas de obras Mega Drive disponibilizadas, é um compêndio que certamente terá pelo menos alguns títulos para todos os jogadores.

Títulos como o incontornável Sonic ou os sempre carismáticos Street of Rage marcam presença, mas estão também aqui Golden Axe, Shinobi, entre muitos outros. O que eu gosto desta seleção é que permite jogar os clássicos, mas também descobrir algumas propostas que na altura em que os 16-bit eram reis me passaram ao lado.

Não se trata de explicar o seu lado técnico, mas de revelar aos mais novos algumas das raizes do meio de entretenimento, tal como é uma janela para o passado se forem mais velhos. Há alguns extras – e até um modo online – mas são os jogos no seu estado puro e os sentimentos que lhes estão associados que imperam.

Pedro Marques dos Santos, Redator – Vampyr, PS4

Para além dos muitos jogos sobre os quais tive oportunidade de escrever ao longo desta semana, tenho também dedicado várias horas a Vampyr, outra obra recente dos produtores de Life is Strange. Neste caso, não estamos perante um título de aventura, mas sim um RPG de ação em que assumimos o controlo de um médico transformado em vampiro numa versão de Londres dizimada por uma epidemia.

Esta distinção é importante não só porque coloca a olho nú a diferença entre os dois tipos de experiência oferecidas pela Dontnod, mas também porque é a partir dela que ficam evidenciados os méritos e os fracassos deste título. Vampyr está no seu melhor quando nos coloca a conversar com o seu vasto elenco de personagens, quando faz de nós uma espécie de detetives, quando nos obriga a agir tendo em conta não apenas a bússola moral, mas também da condição muito específica do nosso personagem – que precisa de beber sangue de humanos vivos para se fortalecer.

Dito isto, Vampyr está no seu pior quando vira o foco para missões e objetivos assentes no combate. O combate não é mau, longe disso, mas retira-nos constantemente do elemento mais interessante da experiência, ou seja, da sua narrativa e personagens. Passar largos minutos a conhecer novas personagens, a obter novas informações sobre as mesmas nunca se torna aborrecido, passar largos minutos a combater e sem interações significativas leva-nos rapidamente à monotonia.

Filipe Urriça, Redator – Hyrule Warriors: Definitive Edition, Switch

Ultimamente, é Hyrule Warriors que me tem ocupado as sessões de jogo. Depois de ter jogado e analisado a versão Legends, para a 3DS, agora tenho a versão Definitive Edition, para a Nintendo Switch. E esta é a versão que traz o melhor de dois mundos: um jogo com a qualidade de uma consola doméstica e a a possibilidade de jogá-lo em qualquer lugar como uma portátil.

O que é preciso ressalvar, e que faz deste jogos de estilo Musou geniais, é o vasto leque de personagens disponíveis para variar a jogabilidade. Em Definitive Edition têm todos os heróis do universo Zelda que foram lançados com o jogo original, assim como aqueles que chegaram posteriormente via DLC. 

Hyrule Warriors é catártico e estratégico. É um jogo que nos motiva a eliminar hordas que infinitas de inimigos para chegar ao fim da história. E apesar de continuar a ser essencialmente o mesmo jogo que foi lançado na Wii U e na 3DS, é um dos melhores títulos da colaboração entre a Koei Tecmo e a Nintendo. Ainda prefiro este ao título inspirado em Fire Emblem.

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