Depois de umas semanas de interregno, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os seus leitores as obras às quais foi dedicado algum do seu tempo nos últimos dias deste mês que antecede a entrada a todo o vapor do espírito natalício.

Antes disso, importa destacar a publicação da nossa análise a Pokémon Sword & Shield, o duo de títulos da incrivelmente popular série RPG da Game Freak que se estreou recentemente na Nintendo Switch, trazendo finalmente a saga em todo o seu esplendor até à atual plataforma da Nintendo, depois das experiências com Pokémon Let's GO! Pikachu & Eevee.

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Disco Elysium, PC

Não sei se Disco Elysium vai ganhar muitos galardões de melhor jogo do ano, contudo, sei que é uma das obras mais surpreendentes que me passou pelo computador em 2019. Durante os últimos dias, entre outros jogos, dediquei algum tempo à obra da ZA/UM e têm sido momentos para mais tarde recordar.

Estamos perante um Role Playing Game com uma perspectiva isométrica, contudo, a produtora pega na fórmula e revigora-a. Jogamos na pele de um polícia alcoólico que acorda sem memória do que lhe aconteceu nem de como poderá resolver o caso que tem em mãos. Mas demora muito pouco tempo para percebermos que a aventura dependerá sobretudo do texto e que esse mesmo texto nos chega através de um talento incrível, com cada frase a parecer ter sido polida até à exaustão.

Há pontos para melhorarmos a nossa personagem, há missões secundárias, e há a clara sensação de estar a embarcar numa aventura que me vai demorar horas. Todavia, falar com as personagens, tantas vezes trocando palavras rudes e ásperas, seguir veias de ações pouco próprias ou pelo menos ter a opção para o fazer, é um atestado de que Disco Elysium não quer jogar pelo seguro.

A obra é uma surpresa pelas mecânicas e pela excelente escrita, mas é também um prazer olhar para os cenários e para as personagens. É uma sucessão de “quadros” tantas vezes amargos e grotescos, como se estivéssemos perante uma aguarela desoladora. Só o tempo poderá confirmar se esta abordagem resulta a longo prazo, mas estas primeiras impressões são positivas, são muito positivas.

Pedro Marques dos Santos, Redator - The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel III, PS4

O meu tempo para jogar tem sido bastante reduzido nas últimas semanas. Ainda assim, tenho terminado quase sempre os meus dias com pequenos progressos por Trails of Cold Steel III. Em alturas em que o trabalho aperta e o cansaço começa a acumular-se, é sempre bom encontrar num jogo uma espécie de escape em relação a tudo o resto.

O terceiro capítulo da excelente subsérie de RPG da Nihon Falcom tem sido perfeita para isso. A qualidade mantém-se intacta em relação às iterações anteriores e a narrativa, repleta de voltas e reviravoltas, personagens fascinantes e conspirações com inúmeras camadas, cativa durante horas a fio, mesmo quando alguns segmentos dedicados ao combate por turnos se alargam mais do que seria necessário.

O que é certo é que estando no penúltimo capítulo da campanha, pelo menos de acordo com a lista de troféus da obra, o contador das horas já ultrapassou as sete dezenas, o que é um número absolutamente absurdo de tempo de jogo, mas também um bom indicador da qualidade de Trails of Cold Steel III.

Filipe Urriça, Redator - Pokémon Sword & Shield, Switch

Passei esta semana toda a jogar Pokémon Sword e algumas horas em Shield. Tanto um como o outro - Sword e Shield são essencialmente o mesmo jogo - são jogos bons. E para sorte da Game Freak, a fórmula que se mantém ao longo de todos estes anos continua a funcionar. Colecionar criaturas Pokémon ou juntar uma equipa implacável ainda é uma experiência cativante em Sword e Shield.

Pessoalmente, ando a fazer um pouco dos dois: caçar Pokémon de diferentes tipos para ter uma equipa com poucas fragilidades. Ter os básicos Fire, Water e Grass é um bom ponto de partida, mas há mais quinze outros tipos com os quais podemos fortalecer a nossa equipa de seis elementos. E as dúvidas ainda são mais acentuadas quando os Pokémon têm uma mistura de tipos.

Tinha um Sizzilipede que evolui para um Centiskorch, que é basicamente uma centopeia com bigodes de fogo. Na prática tenho um bom Pokémon para vários tipos de outras criaturas como Steel, Fighting ou Ice, mas nomeadamente para Grass. Por outro lado tenho um enorme Coalossal, um Pokémon do tipo Rock e Fire resistente contra sete tipos de criaturas em vez de seis. 

Tenho que equacionar estas escolhas, sem esquecer as forças e naturezas que têm. São os novos tipos de Pokémon da região de Galar que nos fazem questionar quais é que serão melhores para pertencer à nossa equipa. Os dois que mencionei são ótimas escolhas, depende é de onde os queremos encaixar na nossa equipa, nomeadamente se não sabemos quem nos vai calhar nos combates que se aproximam. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!