Terminada mais uma semana de trabalho a partir de casa, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar as suas impressões de alguns dos jogos que vão disputando a sua atenção. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo da semana.

Na terça-feira, Pedro Martins partilhou o seu veredito em relação a Resident Evil 3, o recém-lançado remake da obra de terror e ação lançada originalmente em 1999. Mais uma vez, trata-se de um excelente trabalho de reimaginação de um jogo de uma era pretérita, mesmo que a matéria prima não tenha o mesmo selo de qualidade do seu antecessor. Por sua vez, The Complex, também analisado por Pedro Martins, é uma desapontante aventura narrativa FMV com potencial para muito mais.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana. Como se impõe por estes dias: protejam-se, fiquem por casa e sigam as instruções da Direção-Geral da Saúde.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Disaster Report 4: Summer Memories, PS4

Tenho-me aventurado pelos primeiros momentos de Disaster Report 4: Summer Memories na PlayStation 4 e tem sido uma experiência no mínimo interessante. Obra desenvolvida pela Granzella e lançada no mercado nipónico em 2018, chegará finalmente ao ocidente na próxima semana e é bastante diferente dos outros títulos a que tenho dedicado o meu tempo.

Depois da cidade ter colapsado devido a um desastre natural, o nosso objetivo é encontrar sobreviventes e, pelo menos nestes momentos, fazer com que se reúnam com outras pessoas. O jogo começa com a personalização básica da personagem e as respostas a várias perguntas que ditam onde é a aventura vai começar. Depois de um violento tremor de terra, o autocarro onde seguíamos tomba e começamos a explorar as redondezas.

Mesmo com alguns pontos gráficos rombos - tanto nos cenários como nos menus de diálogo, Summer Memories começa de forma bastante simples, fazendo bem o papel de colocar o jogador na pele de alguém que está desnorteada pelo que acabou de acontecer. Espero sinceramente que estas conversas que estou a ter com estranhos acabem por dar os seus frutos com o avançar do arco narrativo, algo que certamente daria outra profundidade às escolhas que estou a fazer neste momento.

Apenas uma nota que algumas dessas escolhas podem ser extremamente rudes. Podemos negar dar o lugar a uma idosa no autocarro e podemos até negar dar-lhe o lugar sentado e insultá-la. Podemos também ajudar alguém só porque é uma rapariga bonita ou então podemos ajudá-la sempre com o interesse económico acima da solidariedade. Como é que tudo isto moldará o míolo de Summer Memories é algo que descobrirei durante os próximos dias.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Persona 5 Royal, PS4

Porque 110 horas colocadas no original aparentemente não foram suficientes, estou de volta ao mundo de Persona 5, através da recém-lançada edição Royal do RPG da Atlus, para o que provavelmente será mais uma centena de horas na companhia dos Phantom Thieves. Estou já com 15 horas no novo jogo, ou seja, bem longe da sua conclusão e, mais importante que isso, ainda pouco exposto às novidades deste relançamento.

O primeiro palácio já foi superado, mas trata-se sobretudo de uma tutorial alongado, pelo que ainda não houve tempo para as novas mecânicas e camadas narrativas ganharem dimensão. Das novas personagens, apenas Kasumi já teve algumas aparições, ainda que globalmente insignificantes, e a utilização do grappling hook na exploração do palácio de Kamoshida também não permite perceber de que forma é que vai dinamizar os cenários já percorridos na aventura original.

Há algumas diferenças já bem-vindas, contudo. Morgana é mais liberal com o nosso tempo livre, o que significa que não há tantas noites perdidas ao ser imediatamente mandados para a cama. As munições das armas de fogo recarregam ao fim de cada batalha e não apenas quando reentramos no Metaverse, o que torna a sua utilização mais frequente. Há uma nova fase da batalha com o primeiro Boss que incorpora mais elementos da narrativa e o jogo é de uma forma geral mais claro na entrega da informação sobre quais as atividades diárias disponíveis em qualquer momento.

Neste momento, a maior curiosidade é mesmo perceber como os novos elementos narrativos serão integrados na aventura original e em que sentido é que contribuem para enriquecer uma experiência que já era excelente.

Filipe Urriça, Redator - Monument Valley 2, Android

Monument Valley 2 ficou temporariamente gratuito na Google Play Store, por isso, como gostei muito do primeiro, instalei-o no meu telemóvel. Há algo de fascinante na direção artística que se funde com as mecânicas de jogo usadas para sustentar uma segunda personagem - sente-se a clara possibilidade da obra cativar o interesse do jogador.

Já joguei oito capítulos de puzzles que nos fazem recordar as ilusões de ótica da arte gráfica inconfundível do holandês Escher. Contudo, o jogo não é apenas as mecânicas de jogabilidade simples. Há uma história comovente a ser contada, através de texto e de animações subtis.

É por isso que estou desejoso que Assemble with Care seja lançado no Android, visto que a ustwo games sabe fazer jogos onde é necessário manipular objetos num espaço tridimensional, fazendo-nos ver os detalhes que escondem.  

Se for como primeiro, está sequela será certamente um jogo curto, todavia não é a duração mais restrita que faz de Monument Valley 2 um mau jogo. Aliás, este jogo é muito recomendável para passar uma das várias manhãs, tardes ou noites que teremos de estar em isolamento social. Aproveitem-no enquanto está gratuito, é uma das melhores experiências para telemóveis com Android ou iOS. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!