Terminado que está o ano de 2018, a equipa editorial do VideoGamer Portugal reúne-se pela primeira vez neste espaço em 2019 para recomeçar a tradição semanal de partilha com os leitores das obras às quais tem dado atenção nos últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Tal como em anos anteriores, o primeiro dia de 2019 trouxe consigo a publicação da lista com Os 30 Jogos Mais Aguardados por parte dos elementos da nossa equipa, uma listagem que inclui várias obras que, como sempre, provavelmente acabarão adiadas para o próximo ano, bem como o guia das Datas de Lançamento de 2019 que estará em permanente atualização ao longo dos próximos doze meses.

Já na quarta-feira, Pedro Martins começou o novo ano a todo gás publicando a sua crítica ao filme Às Cegas - Bird Box, no título original - que se tornou entretanto em mais um fenómeno viral da Netflix - e na vida real. Para além disso, já no panorama dos videojogos, o mesmo autor partilhou também o seu veredito em relação a Earth Defense Force 5, a nova entrada da série que continua tão caótica e divertida como fraca graficamente.

Não satisfeito, Pedro Martins repetiu a dose no dia seguinte ao escrever sobre Era Uma Vez em Watership Down, uma nova minissérie da Netflix que conta com um elenco de vozes de luxo e que correspondeu às expectativas, e também sobre Forza Horizon 4: Fortune Island, a expansão da obra da Playground Games que deu ao autor mais uma oportunidade para escrever palavras elogiosas sobre o jogo. Já ontem, a semana encerrou com a análise de Pedro Marques dos Santos a Hitman 2, o muito bom sucessor ao também muito bom Hitman (2016).

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Pamali: Indonesian Folklore Horror, PC

Recentemente tive oportunidade começar a jogar Pamali: Indonesian Folklore Horror, uma obra de terror assinada pela produtora StoryTale Studios. Como o próprio nome indica, os jogadores são convidados a explorar o folclore daquele país em cenários que desde cedo se revelam ser demasiado escuros, mesmo com a luminosidade da obra colocada praticamente no máximo.

A jogabilidade é simples: podem deslocar-se com as teclas WASD, correr, e interagir com vários objetos, com os dois botões do rato a terem funcionalidades diferentes nos itens que o permitem. Os resultados das nossas pesquisas pelos cenários podem ser consultados no Jurig Board e o computador no próprio jogo a assumir um papel fundamental, uma vez que é através desse hardware que acedemos aos diferentes folclores e aos diferentes finais que formos conquistando.

Um detalhe particularmente interessante e que ajuda à atmosfera que a produtora quer criar é o facto de vários documentos e notas estarem escritas no idioma original e existir de facto um botão para fazer a tradução. Obviamente ainda estou numa fase inicial, mas ao não optarem por uma jogabilidade complicada, o encanto de Pamali residirá na atmosfera que vai conseguir criar ao longo das próximas horas e como será capaz de a colocar ao serviço do género em que se insere.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Mutant Year Zero: Road to Eden, PS4

Para além de Hitman 2, cuja análise já se encontra disponível, de God of War, cujo progresso continua a ser escasso e lento, e de uma obra sobre a qual ainda não pode tecer quaisquer considerações, recentemente tive oportunidade de colocar igualmente algum tempo no peculiar, mas extremamente curioso, Mutant Year Zero: Road to Eden.

Da autoria de um estúdio composto por antigos trabalhadores da IO Interactive - sim, o estúdio de Hitman -, esta obra apresenta-se como um estranho híbrido de jogabilidade de estratégia por turnos ao estilo de XCOM com elementos de exploração na terceira pessoa e até segmentos de ação furtiva num mundo pós-apocalíptico populado por animais antropomórficos.

Ainda só realizei um par de batalhas, pelo que ainda é cedo para perceber o quão profunda é a componente estratégia da jogabilidade, contudo, o que já joguei foi suficiente para o conceito peculiar da obra me cativar e para as suas estranhas personagens e narrativa deixarem-me mais investidos na aventura do que estava à espera.

Filipe Urriça, Redator - Fitness Boxing, Switch

Sinceramente, nem sei se Fitness Boxing se pode considerar um jogo, mas encaixa na mesma categoria de obras que engloba Wii Fit. Porém, como é o título mais recente que tenho estado a experimentar na Nintendo Switch, resolvi trazê-lo à nossa rubrica.

Não poderia haver melhor altura para esta aplicação ser lançada. Passou a época natalícia, onde as mais deliciosas refeições de bacalhau e peru foram, certamente e mais uma vez, uma tradição gastronómica cumprida. Por isso, terão sido muitas as calorias que estragaram a forma física de várias pessoas que provavelmente têm a consola híbrida da Nintendo. 

O timing foi bem acertado, mas para rentabilizar este lançamento é preciso que consiga divertir ou, de alguma forma, ser eficaz naquilo que pretende entregar. Essencialmente, Fitness Boxing propõe alguns exercícios simples em que damos uns murros no ar, obedecendo ao ritmo que este nos impõe. 

Ainda será preciso jogar bem mais para perceber se isto é algo em que vale a pena investir dinheiro, mas se gostam de títulos como Wii Fit, não vejo porque Fitness Boxing não seja uma opção igualmente boa.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!