Encerrada mais uma semana e com setembro já a trazer uma fornada significativa de novos lançamentos, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a estar reunida neste espaço para partilhar com os leitores alguns dos títulos que vão passando pelas suas plataformas de eleição. Antes disso, e como sempre, fiquem com a resenha do que de mais importante se publicou por estes lados durante os últimos dias.

Pedro Marques dos Santos introduziu-se no mundo do clã criminoso da família Shelby pela forma menos convencional, analisando Peaky Blinders: Mastermind, obra de puzzles da autoria da FuturLab, produtora responsável por Velocity e Velocity 2X. Por sua vez, Filipe Urriça partilhou o seu veredito em relação a Liberated, obra com uma estética assente em vinhetas de banda desenhada.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Tell Me Why, Xbox One

O arranque do episódio de estreia de Tell me Why fica com o jogador, particularmente graças a uma frase que promete definir o resto da temporada. A nova proposta da Dontnod Entertainment, produtora que amealhou vários fãs com a proposta Life is Strange, aposta (quase) todas as fichas no arco narrativo que tem para contar e para já não desilude.

Esse arranque traumático é o prelúdio para as vidas dos irmãos Ronan, Alyson e Tyler, que regressam à sua vila no Alasca precisamente para dar a continuação possível a estas vidas estilhaçadas, agora numa fase adulta. A produtora protege este argumento com uma cinematografia que claramente conhece as suas fontes de inspiração noutras expressões artísticas, escudando-o para que fique ainda mais embutido na nossa memória.

Não sei como é que os episódios vão influenciar estas primeiras impressões, mas sei que será uma obra a recomendar - ou não - com base nos temas abordados, sim, mas também com a seriedade e o tacto que o fará. Quem gostou de Life is Strange tem aqui algo que claramente merece a sua atenção, até porque os processos de jogabilidade não ficam muito longe dos que marcaram as existências de Max, Chloe e companhia.

Note-se que os episódios de Tell me Why serão publicados a um ritmo saudável, estando neste momento disponíveis para experimentação dois dos três que farão parte desta temporada. Por cá, continuarei a saber mais destas vidas, o que atesta que estes primeiros desenvolvimentos e o excelente enquadramento estético deixaram uma boa impressão e a esperança que o mais fundo ainda esteja para chegar.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Captain Tsubasa: Rise of New Champions, PS4

São cada vez mais raros nos dias de hoje, mas ainda há quem arrisque produzir jogos de futebol sem ostentar FIFA ou PES no título. Sob a chancela da Bandai Namco, editora nipónica que tem tratado de trazer um número cada vez maior de séries de animação à indústria dos videojogos, chega-nos Captain Tsubasa: Rise of New Champions, obra que tenta traduzir a icónica aventura de Oliver & Benji, como é conhecida em Portugal, numa experiência de futebol diferente das demais.

Tendo apenas realizado um par de partidas no modo campanha, fica para já a sensação de que o futebol arcada tem potencial para oferecer uma experiência acessível e dinâmica. Dito isto, por enquanto, tem sido a narrativa e o recontar da saga de Tsubasa a ocupar a maioria do tempo de antena da campanha, o que se torna por vezes algo frustrante porque queremos voltar ao futebol no relvado o mais rápido possível e o título simplesmente não deixa e vai arrastando os pés.

Nas partidas propriamente ditas, espero que haja uma maior diversidade nas animações, porque torna-se repetitivo ver os guarda-redes defender as bolas sempre da mesma forma até ao momento em que já não têm energia - ou espírito, como o jogo lhe chama - para travar o remate. A variedade nas formas de marcar golos também precisa de ser maior, mas isso deverá mudar à medida que novas personagens vão ficando disponíveis.

Filipe Urriça, Redator - Super Mario All-Stars, Switch

Depois da Nintendo Direct dedicada aos 35 anos de Super Mario Bros., ao final do dia, joguei o título que foi lançado para a aplicação onde estão reunidos os jogos da SNES, Super Mario All-Stars. O jogo é uma nova edição dos três primeiros jogos Super Mario Bros. e Super Mario Bros. The Lost Levels, a diferença entre este conjunto e os originais é que esta coletânea tem o mesmo grafismo de Super Mario World.

Nos cinco anos de jogos Nintendo que estão aqui representados, já terminei o jogo de 1985, o primeiro da série. Agora estou embrenhado em The Lost Levels, que é a verdadeira sequela do primeiro jogo. Nota-se logo nos primeiros níveis que esta é uma sequela bem mais desafiante, visto a dificuldade ter aumentado consideravelmente, que começa com a aparição de um cogumelo venenoso.

Porém, ainda estou no 3-4 em The Lost Levels, que me está a confundir bastante, visto que tenho de acertar no caminho correto para sair do loop infinito no qual estou preso. O nível 8-4 de Super Mario Bros. é complicado precisamente pelo mesmo motivo mencionado na frase anterior, o que torna o último nível da obra de Miyamoto bastante difícil e frustrante.

Super Mario Bros. é uma autêntica lição de design de videojogos. Apesar de nem todos os níveis demonstrarem a classe e a mestria de Shigeru Miyamoto, o jogo é notável pela sua jogabilidade simples que nos recompensa sempre que fazemos descer a bandeira que encerra o nível.

Estes quatro jogos são excelentes, mas ainda não há nenhum que tirará Super Mario Land como o meu favorito. Fiquei com pena da casa de Quioto não ter pegado na série, depois de ter introduzido uma versão Super Mario Land de Mario em Super Mario Maker 2. Enfim, se têm uma subscrição ativa do serviço Nintendo Switch Online, então valerá a pena voltar a jogar, ou jogar pela primeira vez, Super Mario All-Stars.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!