Depois de mais uma semana de trabalho, a equipa do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os leitores alguns dos títulos que andou a jogar ao longo dos últimos dias. Como é habitual, tratam-se de propostas bastante distintas e para todos os gostos.

Se Pedro Martins se dedicou a descobrir as diferenças em pequenos cenários 3D, Pedro Marques dos Santos aproveitou a chegada de Control às consolas da nova geração para perceber em primeira mão a qualidade da obra da Remedy. Já Filipe Urriça dedicou o seu tempo a NUTS, um peculiar jogo de vigilância florestal.

Sem mais demoras, fiquem com as impressões da nossa equipa editorial sobre os títulos supramencionados.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Tiny Lands, PC

Quem procura nos videojogos uma forma de escapar ao bulício do quotidiano, poderá encontrar em Tiny Lands uma proposta a ter em consideração. Não será uma obra para vender milhões, mas sim um título em que a concentração é testada de forma tranquila. Na sua essência, a obra da Hyper Three Studio convida-nos a encontrar as diferenças entre dois cenários idênticos.

Colocadas lado a lado, estas criações isométricas são breves viagens para mundos detalhados onde a contemplação é natural. Ou seja, varrer e varrer os diferentes cenários com as retinas é um exercício prazeroso, movendo os mundos com o teclado à procura de encontrar detalhes em todos os cantos e recantos.

Ajuda imenso que a sonoplastia assente como uma luva. Temas relaxantes que nunca se sobrepõem ao investimento na identificação das diferenças. Obviamente que Tiny Lands não será uma proposta para todos, mas quando jogado em doses certas pode rapidamente tornar-se um exercício diário, um embalar digital para o cérebro analogicamente agitado.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Control: Ultimate Edition, PS5

Control era sem dúvida uma das obras dos últimos anos que mais interesse tinha em jogar e cuja oportunidade para o fazer parecia tardar. Contudo, a sua chegada às consolas da nova geração, com uma quantidade absolutamente ridícula e desnecessária de polémica à mistura, voltou a colocar o aclamado título da Remedy nos holofotes e a dar uma renovada motivação para finalmente perceber do que se trata esta misteriosa experiência.

Ainda só joguei a hora inicial do título, mas foi tempo mais do que suficiente para perceber que Control pretende ser teste às minhas capacidades cognitivas, não tanto pelos quebra-cabeças que possa ter pelo caminho, mas sim pela forma como brinca com as nossas expectativas, como testa a sanidade da protagonista Jesse e nos desafia, de forma constante, a tentar descodificar a informação estranha que os nossos sentidos vão recebendo.

Para já, numa fase em que ainda não faço a mínima ideia do que está a acontecer na narrativa, destaca-se atmosfera que nos mantém tensos, mas simultaneamente curiosos em relação ao que poderá estar à nossa espera ao virar da esquina.

Filipe Urriça, Redator - NUTS, Switch

Está semana joguei cerca de uma hora de NUTS, uma obra que coloca quem tem o comando no papel de um explorador da natureza. Achei muito curioso que um jogo nos peça para ser bons observadores, mais concretamente do comportamento de esquilos de uma floresta.

O que se destaca em NUTS não é a jogabilidade, as mecânicas de investigação ou a temática, mas sim a escolha de cores suaves que compõem o grafismo do jogo. Tanto de dia como à noite, as cores nunca deixam de ter uma suavidade para não cansarmos a vista, permitindo dar destaque aos elementos com os quais podemos interagir. Sinceramente, é pena que não haja muitos mais jogos que aproveitem este tipo de abordagem visual.

Quanto ao jogo em si, este título independente vai buscar as mecânicas de jogos na primeira pessoa, adaptando-as à proposta que nos oferece. Nós, enquanto biólogos ou exploradores da floresta, temos vários equipamentos com os quais podemos interagir. Durante o dia colocamos câmaras, durante a noite observamos as gravações que estas câmaras captaram. 

É simples, com um processo de progressão que evolui à medida que o jogador explora. Como ainda só joguei uma hora, não sei o que vou descobrir, mas tenho a impressão que os esquilos da floresta de Melmoth andam a tramar algo. Quando descobrir o esconderijo das suas avelãs e outros frutos secos, vou-me surpreender, porque estes não devem ser os esquilos comuns que já vimos em BBC Vida Selvagem. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!