Depois de alguns semanas de interregno, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os seus leitores alguns dos títulos aos quais tem dedicado o seu tempo nos últimos dias. Antes disso, fiquem com a resenha do que de mais importante se publicou por estes lados durante esta semana.

Na terça-feira, Filipe Urriça publicou a primeira análise do mês de junho, oferecendo o seu veredito em relação a Pirates Outlaws, mais uma obra inserida no género que combina jogabilidade de cartas com elementos roguelike. Por sua vez, Pedro Marques dos Santos encontrou finalmente tempo para traduzir em palavras a sua opinião sobre Final Fantasy VII Remake, RPG que correspondeu às altas expectativas.

Na quinta-feira, Filipe Urriça partilhou a sua análise a 51 Worldwide Games, título que trouxe vários jogos de tabuleiros clássicos até à Nintendo Switch. Por fim, resta mencionar que está neste momento a decorrer um passatempo relativo a The Last of Us: Part II que vos habilita a ganhar um cópia do jogo e uma guitarra personalizada.

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Mafia II: Definitive Edition, PS4

Tive oportunidade de terminar Mafia II na Xbox 360. Em 2020, a chegada da obra na sua Definitive Edition à PlayStation 4 tem servido para reavivar a memória. A ideia de vestir novamente a pele de Vito Scaletta e regressar a Empire Bay é melhor do que o regresso propriamente dito.

A polpa do jogo em mundo aberto continua presente, obviamente, transportando-nos para um mundo onde as regras nem sempre são cumpridas e onde a atmosfera dos anos quarenta e cinquenta vai dando esporadicamente o ar da sua graça. Infelizmente, o trabalho de remasterização apresenta vários passos em falso que se tornam evidentes bem cedo.

Na PlayStation 4 Pro, as texturas aplicadas tendem a não deixar perceber muito bem o que foi melhorado, e a framerate insiste em soluçar. Jogar a obra neste estado é um misto de experienciar o que outrora foi uma aventura que me arrebatou e o constatar de um trabalho técnico que não vai ganhar muitos fãs.

Pode ser uma proposta recomendável para quem nunca jogou a versão original, mas mesmo nesse caso, mesmo que estejam preparados para jogar um título cuja génesis tem quase dez anos, os abrandamentos são notórios. Durante as primeiras horas, pelo menos, não é uma Definitive Edition que acrescente valor ao que já estava no mercado.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Mortal Kombat 11: Aftermath, PS4

Depois de praticamente um mês sem dedicar tempo ao meu meio de entretenimento de eleição por falta de tempo, regressei recentemente ao ativo dando um salto por inúmeras obras que tenho no meu catálogo em atraso. Para além de uma curta passagem por Gears Tactics e por Final Fantasy VII - o original -, coloquei também algumas horas em Mortal Kombat 11.

Agora acompanhado pelo subtítulo Aftermath, nome da expansão que chegou ao mercado no final de maio, este regresso ao excelente título de combate da NetherRealm tem estado para já focado nos capítulos narrativos que foram adicionados à interessante história original.

Com Fujin, Shang Tsung, Nightwolf, Sheeva e Sindel em destaque - todas personagens que chegaram à obra com a expansão -, é uma extensão curta, mas que satisfará aqueles que estão investidos neste universo e nas histórias gradualmente mais cativantes que o estúdio tem inserido nos seus jogos de combate.

As novidades de Aftermath não se fiquem por aqui, como é óbvio - há a presença de RoboCop, por exemplo -, mas é difícil não olhar para o preço de admissão com algum ceticismo, já que 40€ é um valor considerável, ainda que haja bastante conteúdo incluído.

Filipe Urriça, Redator - 51 Worldwide Games, Switch

51 Worldwide Games é para jogar acompanhado com alguém, porém, também é para quem gosta de jogar sozinho. Obviamente que para jogar sozinho era necessário haver uma Inteligência Artificial para nos colocar dificuldades. E, felizmente, é o que acontece.

Por muito que este título da Nintendo Switch fosse destinado a uma audiência que gosta de multijogador, quem prefere estar a jogar sem ninguém a incomodar também o pode fazer. Até se pode jogar online com outras pessoas para jogos que assim o exigem, ou se a dificuldade que vai de Hard a Impossible não for suficiente.

Pessoalmente, o clássico dos clássicos é o xadrez. E jogar com outras pessoas revela-se um grande desafio, principalmente quando têm uma maior compreensão das regras e daquilo que é possível fazer no xadrez, como o roque ou o en passant.

51 Worldwide Games também é um jogo fantástico por outra particularidade: aprender jogos novos para os jogar com as nossas próprias cartas. Enfim, este é definitivamente um jogo que marca a primeira metade de 2020.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!