Concluída mais uma semana de trabalho que nos trouxe, entre outras coisas, a data de lançamento de Spider-Man, o exclusivo PS4 da Insomniac Games, a equipa editorial do VideoGamer Portugal despede-se em direção ao fim de semana partilhando com os leitores aquilo que tem andado a jogar nos últimos dias. Antes disso, fiquem com o que de mais importante se publicou por estes lados esta semana.

Na terça-feira, Filipe Urriça publicou a primeira análise da semana ao escrever sobre Tesla vs Lovecraft, uma obra com um nome peculiar que vos coloca no controlo do famoso inventor. Já na quinta-feira, Pedro Marques dos Santos aproveitou o facto de ter jogado todas as obras da Telltale do princípio ao fim desde o lançamento da primeira temporada de The Walking Dead e a atual ausência de lançamento do prolífico estúdio para passar em revista os últimos seis anos do estúdio e delinear os 12 melhores jogos da Telltale.

Regressando às análises, Filipe Urriça entregou o seu veredito a Shantae and the Pirate's Curse, o mais recente título da série da WayForward a chegar à Nintendo Switch. Por sua vez, Pedro Martins deu a sua opinião final em relação a Urban Trial Playground, o mais próximo que os jogadores da Nintendo Switch estão de experienciar a aclamada série Trials da RedLynx na sua consola.

Finalmente, já ontem, o mesmo autor reviveu outros tempos da sua vida ao regressar a Paradise City para analisar Burnout Paradise Remastered, a adaptação da aclamada obra de corridas da Criterion para as consolas modernas. Para encerrar a semana, este que vos escreve estas linhas publicou finalmente a sua análise a Ni no Kuni II: Revenant Kingdom, a obra que trouxe a este espaço nas duas últimas edições desta rubrica.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

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Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Minit, PS4

Desde o primeiro minuto, Minit é diferente. Literalmente, desde o primeiro minuto, uma vez que esta aventura é jogada um minuto de cada vez. Sessenta segundos e morrem, independentemente da vossa atividade ou do vosso lugar. Pode parecer frustrante, mas durante o meu tempo que lhe dediquei, é em vez disso refrescante.

É uma aventura simples, com a personagem a ir colecionando itens e a ir usando esses itens para aceder a novas áreas do cenário. Mais: como quando morrem pela chegada ao fim do temporizador - ou se optarem o suicídio - faz retroceder a aventura até à vossa casa, com o passar das horas vão desbloqueando novos lares.

Além disso, o estilo gráfico é, à falta de uma palavra melhor, peculiar. Se eu escrever que é preto e branco com uma inspiração retro, pode parecer que é simplista. A verdade é essa, mas neste caso simplista é antónimo de preguiçoso. Minit tem charme, tem algo nesta escolha técnica que condiz com a peculiaridade da mecânica principal.

Já estou bem embalado para chegar ao seu final, pelo que a análise não deverá demorar muito. A verdade é que, a não ser que algo de trágico aconteça nesta reta final, Minit é uma recomendação relativamente fácil para quem gosta de jogos de aventuras, mas que está cansado com os moldes das propostas atuais. É arriscado publicar uma obra assim, mas a verdade é que parece que o risco compensou.

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Pedro Marques dos Santos, Redator - Attack on Titan 2, PS4

Apesar de já ter sido lançado há algumas semanas, apenas ontem tive oportunidade de iniciar Attack on Titan 2, a sequela do título de ação da Omega Force lançado há dois anos. Gostei bastante do original, apesar de repetitivo e de não ter grande robustez para além da sua campanha, a sua jogabilidade era de tal forma recompensadora que se tornava facilmente viciante destruir os gigantescos Titãs durante horas a fio.

Tendo apenas realizado o tutorial do novo jogo, Attack on Titan 2 aparenta tentar uma abordagem. Sim, a jogabilidade assente na movimentação veloz e aéreo do omni-directional mobility gear continua presente, mas a sequela não nos coloca no controlo de Eren, o protagonista do Anime e da obra original, preferindo deixar o jogador criar a sua própria personagem e ter assim mais liberdade para brincar com o lore da propriedade intelectual.

O foco no estabelecimento e melhoria das amizades com as personagens mais conhecidas da série de animação nipónica promete oferecer um maior interesse às atividades, mas como disse, ainda estou numa fase muito precoce da obra para tirar grandes conclusões sobre as novidades da sequela.

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Filipe Urriça, Redator - Stardew Valley, Switch

Adoro Stardew Valley. É um jogo que foi desenhado tão bem que consegue manter os seus jogadores interessados em jogá-lo a longo-prazo. Apesar de ter mecanismos claramente repetitivos, consegue fazer com que fiquemos concentrados constantemente em alcançar um objectivo pré-definido. 

Vejam o vídeo de Mark Brown desta semana, no canal Game Maker's Toolkit, "How to keep players engaged (without being evil)", que apresenta bem este ponto. Não foi por acaso que a imagem de thumbnail escolhida para o vídeo ter sido Stardew Valley. 

Neste jogo de simulação da vida na agricultura, não somos só e apenas um agricultor com o único sentido de responsabilidade em fazer render os terrenos o mais possível, para que o produto para o qual trabalhamos nos dê uma grande quantia de dinheiro. Se estamos cansados de trabalhar na terra, podemos combater monstros nas minas abandonadas, manter uma vida social diária para fortalecer amizades ou assumirmos um papel de lenhador e cortar árvores para termos mais espaço para as nossas plantações. 

Enfim, em Stardew Valley podemos fazer tanto para obter as construções mais desejadas, os materiais mais preciosos ou o peixe mais raro após meses de pesca exaustiva. E saber que ainda vem aí multijogador - espero sinceramente que pensem em algo local -, só me motiva a explorar tudo o que o jogo tem até que esta adição ao título chegue.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!