VideoGamer Portugal por - Dec 7, 2019

O que andamos a jogar, 7 de dezembro

Terminada mais uma semana e com a pausa para as festividades natalícias mais próxima, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os leitores as obras às quais tem dedicado o seu tempo. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados durante esta semana.

Pedro Martins foi o autor das três análises aqui em destaque, começando por Arise: A Simple Story, uma emocional aventura que acompanha os momentos mais importantes de uma vida entretanto encerrada. She Sees Red chegou recentemente ao ecossistema da Apple, depois de se ter estreado no PC, mas a obra FMV não convenceu por completo, mesmo na nova casa. Finalmente, Superliminal é um jogo de puzzles que usa a perspetiva para desafiar a mente do jogador.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – Red Dead Redemption 2, PC

Quando Red Dead Redemption 2 chegou originalmente ao mercado, tive oportunidade de acumular horas e horas na versão Xbox One. Contudo, a vontade de voltar a este mundo aumentou imenso quando a Rockstar publicou o jogo no PC. Sem grande surpresa, continua a ser um épico fácil de recomendar.

Tenho jogado a obra com praticamente todas as definições gráficas no máximo, o que me leva a apreciar continuamente o talento e a obsessão com os detalhes da produtora. Arthur Morgan e companhia participam num western que acaba por funcionar como uma existência paralela à do jogador, ou seja, mesmo com os diversos exageros, tudo é credível o suficiente para deformar a passagem do tempo na vida real. 

Estas horas estão a ser investidas na versão da obra publicada no Rockstar Launcher. Recentemente, Red Dead Redemption 2 chegou ao Steam e, infelizmente, parece que as primeiras horas não têm sido muito tranquilas. É algo a ter em atenção, mas pela minha experiência numa versão que tem aproximadamente um mês e já está madura, foi um dos jogos em 2018 e volta a ser um dos jogos em 2019. 

Pedro Marques dos Santos, Redator – Life is Strange 2, PS4

A espera foi tão longa – muito provavelmente uma das maiores críticas que será apontada à segunda aventura episódica da autoria da Dontnod – que quase dá para esquecer que Life is Strange 2 apenas há uns dias fez estrear o seu quinto e último capítulo, mais de um ano depois do seu arranque e vários meses após o lançamento do episódio anterior.

Não é segredo nenhum que sou um fã confesso de Life is Strange e Life is Strange: Before the Storm, assim como também já não será muito surpreendente afirmar que a sequela não tem correspondido às minhas expectativas. Ainda assim, quatro episódios depois, havia a curiosidade para descobrir como a aventura dos irmãos Diaz ia terminar e se as opções narrativas tomadas pela produtora seriam finalmente justificadas.

A análise será publicada algures nos próximos dias, mas até lá resta apenas dizer que sentirei mais saudades de personagens secundárias que mal tive oportunidade de conhecer, do que dos dois irmãos unidos pela tragédia.

Filipe Urriça, Redator – Hollow Knight, Switch

Quem gosta do género metroidvania já não recorre às séries que formam este nome – Metroid e Castlevania. Há já alguns anos que são os criadores inspirados pelas séries da Nintendo e da Konami que estão a produzir os melhores metroidvania, visto que as gigantes nipónicas teimam em não o querer fazer. Hollow Knight é mais um desses jogos que entra de forma brilhante nesta categoria.

Hollow Knight foi lançado em 2017, mas só este ano o comprei. Tenho um certo apreço pelos metroidvania, têm um charme único. A progressão é talvez uma das melhores qualidades destes jogos e Hollow Knight fá-lo à sua maneira sem que nunca se afaste das tradições dos clássicos Metroid e Castlevania.

Enquanto que nos momentos iniciais seguimos Hornet, que acaba por nos indicar onde devemos ir, é quando a derrotam que o jogo se abre para a nossa exploração. Podemos ir pelo caminho que mais nos apetecer, porque este jogo está envolvido em mistérios.

Se a exploração não é suficiente, há ainda um muito competente combate. Esta terá de ser uma componente da jogabilidade a dominar, visto atingir alguns picos de dificuldade bastante elevada, nomeadamente contra bosses exigentes.

Comprei Hollow Knight por estar a um excelente preço, numa altura de descontos. Mas também porque sei que vem aí Silksong, uma sequela que pretende acelerar o processo do já excelente combate. Sinceramente, acho que é com jogos destes que a Nintendo e a Konami se vão sentir inspiradas em regressar às origens das sua melhores séries e isso é bom para todos. 

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