De volta após uma pausa, a equipa editoria do VideoGamer Portugal volta a reunir-se neste espaço para partilhar com os leitores alguns dos títulos que vão passando pelas suas mãos numa altura em que a próxima geração de consolas já está aí à porta. Antes disso, relembrar que Filipe Urriça publicou esta semana a sua análise a Pikmin 3 Deluxe, a mais recente adaptação de um título Wii U à Switch.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa optou por destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Airplane Mode, PC

Airplane Mode é um jogo que promove a simulação de um voo. Contudo, não há grandes sequências de comandos para memorizarem e não há um deslumbramento com as vistas. Não, nada disso. Airplane Mode coloca o jogador na pele de um passageiro, ou seja, experienciam o voo entretendo-se com o que têm ao dispor no vosso banco.

Olhar pela janela, mexer no serviço de entretenimento - com filmes, jogos e informações sobre o voo - e explorar o telemóvel. Podem também ajustar as luzes, ouvir os anúncios do piloto e da tripulação. Ler a revista do voo e comer refeições estão também na ordem do dia. É um exercício fascinante em aborrecimento, compreendendo o que o jogo quer comunicar quando o cérebro inevitavelmente se pergunta o que nos está a falhar.

Há dois voos disponíveis em Airplane Mode. Um entre o JFK e o Halifax e outro em JFK e Reiquiavique. O tempo de cada um? Aproximadamente duas horas e meia, e seis horas. Isto em tempo real. Há tempo suficiente para a mente estar completamente investida e estar completamente desinteressada. Talvez seja isto o que a Bacronym pretende; talvez seja oferecer algo tão fora do comum que acaba por ser partilhado nas redes sociais.

A ironia é que o cerne da obra é tão cinzento - por ser tão realista - que a descolagem e a aterragem são verdadeiramente pontos altos, mesmo que não tenhamos qualquer controlo sobre o que acontece. Neste momento, Airplane Mode está disponível no Steam por 9,99 euros. Antes de o comprarem, talvez não seja um erro assistirem a alguns vídeos no YouTube.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Spider-Man: Miles Morales, PS4

Não, ainda não tenho uma PlayStation 5 a ocupar espaço de forma imponente na minha mobília. Mas sim, já tive oportunidade de começar a jogar um dos seus títulos de lançamento de maior destaque. Enquanto a nova consola não chega, estou a dar os primeiros passos na aventura de Miles Morales com o apoio da velhinha PlayStation 4.

E quando falo em primeiros passos, refiro-me efetivamente aos primeiros momentos da campanha, uma vez que o meu tempo com a obra é de pouco de mais de uma hora. Contudo, daquilo que joguei fica uma claramente sensação de familiaridade, como se estivesse a regressar a um mundo já explorado de fio a pavio, uma experiência extremamente convidativa e confortável.

Na verdade, Miles Morales parece ser uma excelente porta de entrada na nova geração de consolas, na medida em que está longe de ser uma obra exigente - como Demon's Souls Remake -, mas tem todos os condimentos do estilo de experiência a que os estúdios da Sony Worldwide Studios nos têm habituado. E sim, mesmo numa PlayStation 4 original, estamos perante uma obra bastante impressionante a nível técnico.

Filipe Urriça, Redator - Going Under, Switch

Going Under é um sonho tornado realidade. Não o jogo em si, mas o conceito que apresenta numa estrutura roguelike. Poder enfrentar os nossos patrões (tradução literal de bosses) e dar-lhes uma tareia com material do próprio escritório é genial. Só faltava mesmo poder colar a fotografia de algum patrão que já tivemos ou, claro, o nosso atual.

Por muito estranho que seja o conceito, Going Under é curioso pela forma como aborda o género roguelike. Vocês entram nas dungeons sem armas, afinal estão a trabalhar numa empresa moderna, portanto todo o material de escritório que encontrarem servirá de arma para provocar dano a funcionários praticamente escravizados pelo boss da dungeon em que se encontram.

O jogo é muito colorido e bastante divertido, mas falta alguma precisão na jogabilidade. Controlar a nossa personagem é como controlar alguém que tenha calçado patins em linha, é difícil fazê-la parar num único sítio ou acertar nos inimigos. Como o jogo tem combate corpo-a-corpo, ainda não apanhei nenhuma arma que me permita disparar qualquer tipo de projéctil. Fico sempre muito susceptível a receber dano, o que não é particularmente bem pensado quando a minha defesa só passa por esquivar-se ou fugir.

Como  só estou na dungeon inicial, ainda falta muito para descobrir e desbloquear. Terei também de pensar numa técnica para evitar levar golpes dos meus adversários, porque como estou a jogar atualmente, progrido a passo de formiga. 

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!