Concluída mais uma semana de trabalho, a equipa do VideoGamer Portugal volta a reunir-se para partilhar com os leitores alguns dos títulos aos quais tem dedicado mais tempo ao longo dos últimos dias. Antes disso, leiam o habitual resumo do que de mais importante se publicou por estes lados durante a semana que agora termina.

Na segunda-feira, Filipe Urriça publicou a primeira das quatro análises da semana, entregando o seu veredito em relação a World of Warcraft: Battle for Azeroth, a nova expansão do popular título da Blizzard, enquanto Pedro Marques dos Santos revelou a sua opinião final sobre Yakuza Kiwami 2, o remake do segundo capítulo da série protagonizada por Kazuma Kiryu.

Quarta-feira viu o mesmo autor escrever sobre o primeiro episódio de Life is Strange 2, a muito aguardada sequela da obra episódica da Dontnod que se tornou um clássico de culto, enquanto no dia seguinte, Filipe Urriça encerrou a semana com a sua análise a Blade Strangers, um título de combate que conta com personagens de vários jogos de menor dimensão.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Mega Man 11, PS4

Mega Man está de regresso e, recentemente, tive oportunidade de começar a experimentar a nova aventura do pequeno herói azul, Mega Man 11. Fica para já a sensação que estamos perante uma obra que caminha com um pé na nostalgia e outro na atualidade, o que me deixa curioso para perceber como é a obra vai amadurecer.

Tanto no design dos níveis com este novo aspecto gráfico que não esquece as raízes da série, mas também das mecânicas da jogabilidade, especialmente o Double Gear System, que permite abrandar o tempo ou aumentar o poder da vossa arma durante um período de tempo limitado.

Estou a jogar a obra numa PlayStation 4 Pro e, para já, a fluidez da jogabilidade está patente, algo obviamente imprescindível para um jogo de plataformas se afirmar. Mega Man 11 encontra um mercado muito diferente daquele que deu à série os seus melhores anos, ficando por esclarecer o que a obra pode fazer pela saga e pelo género em que se insere.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Shadow of the Tomb Raider, PS4

Numa fase do ano em que os lançamentos de obras importantes e gigantescas se sucedem em catadupa, dou por mim a saltar de forma constante de um jogo em mundo aberto para o jogo em mundo aberto seguinte. Sim, é certo que o mundo de aberto de Spider-Man é muito diferente do mundo de aberto de Yakuza Kiwami 2 e do mundo aberto com maior linearidade de Shadow of the Tomb Raider, mas não deixam de ser três obras repletas de conteúdo secundário que fazem o contador de horas ultrapassar facilmente os dois dígitos.

Não é, de longe, recomendável fazer isto, uma vez que a fadiga em relação a este tipo de experiência acaba por se tornar inevitável e perturbar negativamente aquilo que cada um deles tem para oferecer. Shadow of the Tomb Raider é o capítulo final da trilogia de origens de Lara Croft iniciada com o título lançado em 2013 e continuada por Rise of the Tomb Raider. É também um título que denota alguma incapacidade para evoluir mecanicamente a série, mostrando-se demasiado semelhante ao que veio antes.

Dito isto, a jogabilidade da obra, o seu foco na exploração, os túmulos e as diferentes abordagens ao combate garantem que esta continua a ser uma proposta bastante boa. Pode não surpreender ou sequer corrigir os problemas mais frequentemente apontados aos seus antecessores, mas é um sucessor digno. Poderão ler a minha análise completa ao título na próxima semana.

Filipe Urriça, Redator - Planet Alpha, Switch

Os jogos de plataformas são um dos géneros que mais aprecio. Para serem bons, precisam de comunicar os conteúdos do nível que estamos a atravessar através de uma linguagem clara, que não dê azo a interpretações ambíguas. Planet Alpha é o mais recente título que se insere neste género e consegue oferecer alguns momentos inspiradores.

Este jogo, que tem o orgulho de proclamar ser a centésima obra publicada pela Team 17 (produtores da série Worms), tem a felicidade de nos fazer controlar uma personagem que está num planeta distante, longe de casa. Este facto coloca logo um elemento de surpresa naquilo que vamos encontrar, até porque não somos o único ser vivo naquele planeta.

Porém, nem tudo são rosas. Não são raras as vezes que temos de parar e observar o cenário para sabermos o que é que nos está a impedir de progredir. Muitas vezes, só por sorte é que ultrapassei os inimigos que me queriam ver morto, uma vez que o aspeto furtivo não funciona da melhor forma. 

Planet Alpha é um jogo bastante curioso, sobretudo pelo mundo que apresenta. É um mundo no qual somos constantemente incentivados a admirar e explorar. É que aqui, neste título, nós é que somos o alien, o invasor que veio incomodar todo um ecossistema.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!