Com mais uma semana para trás das costas, a equipa editorial do VideoGamer Portugal regressa a este espaço semanal para partilhar com os leitores algumas considerações sobre as obras que têm ocupado o seu tempo nos últimos dias. Antes disso, e como sempre, fiquem com o resumo do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo desta semana.

Pedro Marques dos Santos publicou a sua análise sobre aquele que foi, provavelmente, o lançamento de maior relevo do primeiro mês de 2020, ou seja, Dragon Ball Z: Kakarot, o RPG de ação da CyberConnect2 que acompanha a aclamada história de Goku e companhia. Já Pedro Martins partilhou o seu veredito em relação a Wide Ocean Big Jacket, uma curta experiência de campismo que deixa marcas no jogador.

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Ministry of Broadcast, PC

Durante estes primeiros momentos de Ministry of Broadcast, ficam em destaque dois aspectos. A escrita dos diálogos está pejada de comentários sarcásticos e a componente gráfica dá à obra da Ministry of Broadcast Studios uma aura bastante própria, como podem compreender na imagem que lidera este texto.

Combinando plataformas e puzzles, Ministry of Broadcast tenta que os jogadores se sintam motivados a ir continuando graças a um arco narrativo que pega nos comentários mencionados e usa-os para passar uma mensagem bastante atual nos tempos que vivemos. Somos um concorrente num concurso que quer ganhar para ter a possibilidade de ver os familiares que estão localizados no outro lado do muro que divide este país.

Como podem facilmente perceber, a produtora está apostada em ilustrar um cenário com eco na sociedade contemporânea, claramente inspirado na obra de George Orwell. Somos vigiados e controlados enquanto lutamos por um direito que deveria ser nosso desde o momento inicial.

O meu tempo com o jogo ainda é pouco para chegar a um juízo definitivo, contudo, mesmo no arranque fica também patente que os controlos são algo rombos. E, obviamente, outro dos grandes pontos de interrogação será perceber se a equipa de desenvolvimento tem talento para levar a mensagem a passar a bom porto.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Thronebreaker: The Witcher Tales, Switch

Sou um fã confesso de Gwent em The Witcher 3: Wild Hunt - não, ainda não o terminei e sim, já estou a demasiado tempo sem continuar a campanha -, pelo que o interesse em jogar Gwent: The Witcher Card Game e Thronebreaker: The Witcher Tales existe desde as suas chegadas ao mercado.

Thronebreaker começou inicialmente por ser pensado como a campanha narrativa para Gwent, mas a CD Projekt Red acabou por separar e diferenciar um pouco os dois projetos. Desta forma, ainda que as mecânicas do excelente jogo de cartas continuem a ser a trave mestra da jogabilidade, a obra conta com muitos outros elementos que lhe conferem uma maior robustez.

Aproveitando a sua chegada inesperada à Switch no final do mês passado, já tive oportunidade de colocar algum tempo no título e perceber que, efetivamente, há aqui muito mais do que apenas batalhas de Gwent acompanhadas por uma narrativa que enquadra os confrontos. Não, há elementos de exploração, obtenção de recursos e a utilização desses mesmos recursos para a melhoria do nosso acampamento e por consequência das nossas forças de combate, bem como para a produção de novas cartas.

Tendo apenas jogado Gwent em The Witcher 3, ainda estou a tentar adaptar-me às mudanças na fórmula aplicadas pela produtora polaca para dar mais substância à experiência do jogo de cartas. Serve isto para dizer que há uma muito maior complexidade nesta versão de Gwent e que existem bem mais elementos a ter em conta no momento da batalha.

Filipe Urriça, Redator - ScourgeBringer, PC

O Steam Early Access é um local de dúvidas, onde se desconhece o futuro daqueles jogos e se porventura haverá algum grande êxito a sair dali. ScourgeBringer poderá muito bem ser um destes jogos que se destacam da enorme concorrência do mercado que existe no PC.

Já foi cunhado a ScourgeBringer a designação Dead Cells meets Celeste, o que é uma boa descrição do jogo. É um jogo de plataformas muito focado no combate, que tem fluidez e, portanto, uma rapidez incrível. Não é nada que não se possa acompanhar facilmente, mas para o que o jogo quer entregar é impressionante.

Há técnica de parkour, assim como combates com espada e arma de fogo a grande velocidade. No início, não precisam de andar a correr muito, mas chega uma altura em que os inimigos são tantos num espaço exíguo para se poderem movimentar livremente sem dar de caras com um deles.

Por isso, a aprendizagem rápida é a melhor forma de encarar ScourgeBringer, que pode muito bem ser o próximo grande êxito do Steam. Explorar dungeons parece estar a tornar-se muito divertido em 2020 com esta excelente proposta da Flying Oak Games.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!