Terminada mais uma semana de trabalho, chega novamente o dia dedicado à partilha por parte da equipa editorial do VideoGamer Portugal dos jogos com os quais tem passado algum do seu tempo nos últimos dias. Antes disso e como sempre, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados ao longo da última semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Marques dos Santos abriu as hostilidades com a análise a Dead or Alive 6, o novo capítulo da série de combate da Koei Tecmo que voltou a gerar alguma celeuma devido à representação das suas personagens femininas, mas que se revela uma obra bastante acessível num género nem sempre convidativo para casuais. No dia seguinte, o mesmo autor escreveu sobre Dance of Death: Du Lac & Fey, depois de ter tido oportunidade de experimentar os primeiros capítulos da obra.

Quarta-feira trouxe-nos a análise de Pedro Martins a The Occupation, uma obra de investigação em que a gestão do tempo é fundamental para um desfecho positivo da experiência, tendo no dia seguinte publicado o seu veredito em relação a Ape Out, o jogo de ação frenética bem ao estilo de Hotline Miami e que vos coloca no controlo de um gorila. Finalmente, a semana foi concluída com a análise de Filipe Urriça a Mages of Mystralia, outra obra de produção independente que tenta ganhar nova vida na Nintendo Switch.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - Tardy, Switch

Publicado originalmente no PC e agora chegado à Nintendo Switch, Tardy é um jogo de puzzles com uma veia onde corre sangue de aventura gráfica. Entre outros lançamentos, tive recentemente oportunidade de experimentar a obra da One Wing Cicada, ficando com algumas questões sobre o resto da estadia.

É uma aventura de ficção científica que conta a vida de Ramto recorrendo a um estilo pixel art. O grafismo, mais do que impressionar, consegue criar uma atmosfera interessante e inspirada, o que combinado com uma banda sonora competente torna a nossa estadia aprazível.

E o arco narrativo alimenta a curiosidade do jogador, não sabendo ainda se a história será capaz de sustentar a longo prazo. As minhas dúvidas com Tardy chegam na hora de investigar os cenários. Nota-se que os Joy-Con necessitavam de alguma precisão para tornar os processos mais fluidos e sobretudo fico com dúvidas se a dificuldade não se tornará um barreira demasiado agreste com o progredir da aventura espacial.

Nestes momentos iniciais, Tardy faz questão de colocar logo em cima da mesa puzzles que não são propriamente fáceis, fazendo lembrar as aventuras gráficas old school. Fico algo reticente quando penso na combinação dos comandos que não têm a precisão de um rato com a obrigatoriedade de espiolhar os incontáveis níveis á procura de pistas

Pedro Marques dos Santos, Redator - Devil May Cry 5, PS4

Tal como tantos outros jogadores, iniciei recentemente a minha demanda pelo muito aguardado regresso de Devil May Cry. Após um longo interregno que viu o lançamento de versões remasterizadas dos vários capítulos da saga de Dante e companhia, bem como de um mal amado lançamento da autoria da Ninja Theory que não faz parte do canone principal, eis que uma nova obra de "ação estilosa" chega finalmente à atual geração de consolas.

Com Hideaki Itsuno novamente ao leme, Devil May Cry 5 parece de facto ser tudo aquilo que os fãs pretendiam que fosse, isto é, um regresso às origens, um regresso das carismáticas personagens da série e do seu humor peculiar, da ação extravagante repleta de combinações de ataques que ignoram por completo as leis da física. Com pouco mais de um par de horas colocadas na obra até agora, já tive oportunidade de assumir o controlo de Nero, regressado de Devil May Cry 4, e de V, o misterioso novo protagonista da série.

Se Nero se presta mais ao estilo de combate de combinação entre ataques com a espada e pistola, utilizando os seus braços robóticos para desferir ataques especiais, V faz uso dos seus "animais" para atacar os demónios que vão surgindo no seu caminho, servindo-se apenas da sua bengala para destruir inimigos já enfraquecidos. Isto significa que embora V seja quase uma espécie de comandante que coordena o ataque dos seus companheiros, nunca chegamos mesmo a ser relegados para um papel secundário.

Como é óbvio, há muitas habilidades e melhorias para obter que têm tudo para oferecer uma diversidade ainda mais assinalável de combinações para facilitarem o vosso acesso à melhor pontuação de estilo possível.

Filipe Urriça, Redator - The Aquatic Adventure of the Last Human, Switch

The Last Aquatic Adventure Of The Last Human é um jogo com uma longa nomenclatura, mas a experiência em si é tão reduzida como a de Deep Ones, por exemplo. Estamos novamente nas profundezas do oceano à procura de um caminho que nos leve até segurança. Com um submarino, procuramos o nosso destino e é com ele que também temos de aniquilar os inúmeros perigos que habitam neste ambiente aquático.

O design já se mostrou ser muito direto, ou seja, não têm a liberdade de irem por onde querem, tendo de seguir pelo caminho que se abre sempre que fazem progresso. Por isso, se virem um boss muito cedo, não têm forma de o contornar, terão de o enfrentar, mesmo que isso signifique ter de perder para aprender. A minhoca gigante que tive de combater, por exemplo, não me deu tréguas, especialmente porque requeria ataques a uma proximidade reduzida.

Com estilo visual pixelizado, a obra tem uma certa beleza, nomeadamente no momento de exibir o que é um planeta Terra sem uma única superfície terrestre, um planeta que ficou totalmente submerso. O jogo aparenta ser, pelo menos nas últimas partidas que realizei, um título que aproveita as lições de design deixadas pelos clássicos da NES.

Só com mais algumas horas necessárias para o concluir é que saberei se é mais um título que aproveitou as portas abertas da Nintendo Switch para a publicação de jogos de orçamento mais reduzido, ou se é realmente um jogo cuja produção teve bastante cuidado nas decisões do design. Espero que seja a segunda opção e não um caso semelhante ao já mencionado Deep Ones.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!