Concluída mais uma semana de trabalho, a equipa do VideoGamer volta a juntar-se para a habitual sessão partilha dos videojogos que têm ocupado a maior porção do nosso tempo durante os últimos dias. Antes disso, fiquem com a tradicional resenha do que de mais importante se publicou por estes lados durante esta semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Marques dos Santos publicou a sua análise a PES 2019, a mais recente entrada da aclamada série de simulação de futebol da Konami, enquanto na quarta-feira foi Filipe Urriça que entregou o seu veredito em relação a Smoke and Sacrifice, um título de sobrevivência que brilha mais pela trama do que pela jogabilidade desafiante. Quinta-feira, o mesmo autor ofereceu a Shaq Fu: A Legend Reborn a honra de ser o jogo a receber a nota mais baixa do VideoGamer Portugal em 2018.

Já na passada sexta-feira, Filipe Urriça deu a sua opinião final relativamente à versão Nintendo Switch de The Banner Saga 2, título que também já tinha sido analisado na PlayStation 4, enquanto Pedro Marques dos Santos entregou a análise de Not Tonight, um título inspirado por Papers, Please numa versão distópica do Reino Unido pós-Brexit. Finalmente, ontem houve lugar à publicação da análise de Pedro Martins ao primeiro capítulo de Elea, uma aventura episódica de ficção científica.

Pelo meio houve também espaço para Pedro Marques dos Santos tecer algumas considerações sobre Spider-Man, o muito aguardado exclusivo PlayStation 4 que já se encontra disponível.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos - V-Rally 4, PS4

Durante os anos noventa tive oportunidade de experimentar a chegada ao mercado da série V-Rally. As minhas memórias da primeira PlayStation passam por esta série. Foi portanto com alguma expectativa que encarei o regresso da saga de rally estes anos depois, tendo acumulado já várias horas com V-Rally 4 na PlayStation 4 Pro.

As boas notícias são então o regresso da saga ao ativo, as más notícias é que V-Rally 4 não é muito bom. Já tive oportunidade de experimentar vários carros em várias categorias, participando em incontáveis competições e aumentando o meu staff com a contratação de pessoal. O problema está, sobretudo, na jogabilidade.

Durante esta estadia, foram incontáveis as vezes que a jogabilidade deixou a desejar. Primeiro, o básico não é muito refinado. Além disso, quebrou por inúmeras vezes a minha confiança, ou seja, espera-se que conforme vamos melhorando as nossas habilidades, seja possível colocar o talento ao serviço do jogo.

O que V-Rally 4 faz, infelizmente, é que nem sempre responde da mesma forma. Na prática, a mesma curva com o mesmo carro e a mesma técnica pode ter resultados diferentes. Depois de isto acontecer várias vezes, começa a ser difícil saber se vamos sair do outro lado a ganhar tempo ou perder a traseira a meio da trajetória. A análise será publicada em breve, mas para já não me parece que os fãs terão grandes motivos para celebrar.

Pedro Marques dos Santos, Redator - Spider-Man, PS4

Serão poucos aqueles que têm uma PlayStation 4 em constante rotação que não estarão a jogar o exclusivo da autoria da Insomniac Games e existem razões mais do que suficientes para que assim seja. Afinal de contas, estamos a falar de uma obra protagonizada pelo super-herói mais popular do catálogo da Marvel e de um título levado a cabo com o talento de uma produtora de valor já mais do que provado e com o poderio financeiro da gigante das bandas desenhadas e da própria Sony.

Felizmente, as altas expectativas geradas antes do lançamento parecem estar a ser mais do que atingidas, pelo menos tendo em conta aquilo que tive oportunidade de jogar até ao momento. Continuo sem progredir de forma significativa na narrativa, mas o título já fez questão de provar que sabe o que está a fazer com as personagens em questão, mais concretamente, refiro-me à relação entre Peter Parker e Mary Jane.

Contudo, a maior fatia do meu tempo com a obra tem sido passado a explorar a cidade e a completar os muitos objetivos secundários que são expectáveis de uma obra em mundo aberto. Uma coisa ficou já clara: a funcionalidade de fast travel será provavelmente o elemento mais desnecessário do título. Sim, é óbvio que tinha de estar presente na obra, mas quem é que no seu perfeito juízo preferirá utilizar esta opção ao invés de desfrutar da excelente movimentação oferecida pelos poderes de Spider-Man?

Filipe Urriça, Redator - Bad North, Switch

Bad North é uma nova abordagem a um dos género que mais gosto. Este roguelike coloca os seus jogadores em perigo constante e fá-los questionar todas as suas decisões.

Estamos a ser perseguidos por vikings por via marítima na nossa terra dividida em ilhas, ou seja, no nosso arquipélago, ou numa localidade junto à costa marítima com várias ilhas dispersas. De ilha em ilha lutamos pela nossa vida, pois há sempre um conjunto de embarcações inimigas que consegue alcançar-nos.

Nesses momentos, os guerreiros da nossa frota marítima desembarcam e ficam a aguardar as nossas instruções. O inimigo aproxima-se para atacar as habitações que temos de defender e podemos movimentar as tropas assim como ativar algumas habilidades. Protejam bem as casas e são renumerados com moedas. Estas moedas permitem comprar habilidades e melhorar a nossa prestação em combate.

Bad North parece ser um bom jogo, mas ainda tenho muitas nuances por explorar. São esses detalhes que vão determinar se vale ou não a pena regressar a esta obra.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!