Terminada mais uma semana de trabalho e com Mass Effect Andromeda e Persona 5 cada vez mais próximos de chegar às lojas nacionais, o ano de 2017 continua a revelar-se glorioso para a indústria dos videojogos e, por consequência, para os seus mais fiéis seguidores que nos primeiros meses do ano já estão a acumular um backlog cada vez mais robusto, algo que a equipa editorial do VideoGamer Portugal também se vai esforçando para manter nos mínimos aceitáveis.

Como parte desse esforço, esta semana ficou marcada pela publicação de várias análises a alguns dos lançamentos deste início de ano. Filipe Urriça foi o membro mais ativo, tendo publicado análises a dois títulos de lançamento da Nintendo Switch - VoezSuper Bomberman R -, e também a um dos mais recentes jogos a chegar à 3DS, Mario Sports Superstars.

Por sua vez, este que vos escreve estas linhas analisou NieR: Automata bem a tempo do seu lançamento no PC, enquanto que Pedro Martins deu o seu veredito final relativamente a Stories Untold, uma obra independente bastante peculiar, mas de inegável qualidade.

Sem mais demoras, fiquem com os jogos que a equipa decidiu destacar esta semana.

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Pedro Martins, Diretor de Conteúdo - LEGO Worlds, PS4

LEGO Worlds é constantemente comparado a Minecraft, o que é compreensível. Aqui os jogadores têm liberdade para viajar por incontáveis planetas, realizar quests, explorar a seu bel-prazer, conhecer outras personagens do universo LEGO, tudo isto enquanto vão tentando apanhar “Gold Bricks”. 

Tenho andado envolvido neste mundo há mais de uma semana. Às vezes gosto bastante de Worlds, outra vezes é penoso estar naquele universo. O sentido de exploração está lá, podendo voar pelos céus e escavar até às profundezas do cenário. E, ocasionalmente, descobrem-se surpresas que justificam o tempo investido, mas há outras sessões de jogo em que parecemos estar a dedicar horas a uma bacia de poeira.

Além de destruirmos o cenário, podemos também construir. Sinceramente, jogado numa PlayStation 4, o mapeamento dos botões penaliza bastante esta faceta da obra. Aliás, jogado numa PlayStation 4 Pro, o aspecto técnico tem momentos bizarros. Erros que me mandaram de volta para o menu da consola e uma framerate atroz, especialmente no multijogador local em ecrã dividido. 

Há vários momentos em que o cenário demora vários segundos a carregar à frente do jogador, há incontáveis momentos em que a framerate cai para dois ou três fotogramas por segundo, como se estivesse a recuperar o fôlego. Tudo isto não beneficia o cômputo geral da experiência. Há o encanto de podermos descobrir e desbloquear peças com o inegável charme LEGO, mas acaba por ser, em último caso, uma obra de altos e baixos. 

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Pedro Marques dos Santos, Redator - Ghost Recon Wildlands, PS4

Depois de ter publicado a análise a NieR Automata e de ter terminado Night in the Woods - a análise será publicada no início da próxima semana -, iniciei finalmente a minha aventura por terras bolivianas e o desmantelamento ao cartel de Santa Blanca liderado pelo enigmático El Sueño.

Ainda não tive oportunidade de lhe dedicar muito tempo - na verdade, ainda estou a realizar atividades que já tinha concluído na beta privada do jogo há umas semanas atrás -, mas a opinião generalizada sobre o título tem-me deixado algo cauteloso. Ghost Recon Wildlands é um título com foco claro na componente cooperativa, contudo, apesar da opção existir, jogar a solo aparenta não ser muito convidativo e, tendo em conta que será dessa forma que passarei a maioria do meu tempo com a obra, temo que esta não venha a manter o meu interesse durante um período considerável de tempo.

Espero ser positivamente surpreendido, especialmente porque já se começa a sentir uma fadiga dos inúmeros jogos consecutivos de mundo aberto e longevidade assinaláveis que terão certamente impacto nas minhas sessões de jogo.

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Filipe Urriça, Redator - Mario Sports Superstars, 3DS

Como já tiveram oportunidade de ver nas análises publicadas durante esta semana, joguei Mario Sports Superstars, Super Bomberman R e VOEZ. Dos três, decidi dar destaque ao título 3DS para esta rubrica de fim de semana, onde podem conhecer as obras que têm acompanhado quem vos escreve. 

Mario Sports Superstars é um título que não passa do razoável, mas imaginem que fosse um título para a Nintendo Switch, um pouco mais trabalhado pela Bandai Namco e poderíamos estar provavelmente perante uma escolha recomendável para sessões multijogador. O que a Nintendo faz de tão bem é exatamente esta interação social por meio de uma consola. 

Jogar futebol, ténis, basebol, golfe e praticar equitação teriam um apelo bastante elevado na nova consola nipónica. Principalmente, os dois primeiros. Imaginem poderem emparelhar até quatro comandos ao mesmo tempo num partida, ao estilo arcada, de futebol. Não só serviria de caso de estudo para a EA e a Konami, como também veríamos vincado ainda mais forte o multijogador na Nintendo Switch, onde não faltam boas opções. 

Já o ténis também seria igualmente possível nas mesmas medidas que o futebol, em partidas de pares. Quem sabe se a SEGA não faria regressar a sua série Virtua Tennis? Neste momento, a Nintendo Switch é um mundo de possibilidades e a própria fabricante tem obrigatoriamente de mostrar o que se deve ou não fazer, através da filosofia implementada para a consola. 

Quero acreditar neste mundo idílico, onde a Nintendo acordará de tal forma que publicará as suas séries adormecidas - Metroid, Golden Sun e F-Zero.