VideoGamer Portugal por - Oct 13, 2018

Assassin’s Creed Odyssey tem muito pouco de Assassin’s Creed

Terminada mais uma semana de trabalho, a equipa editorial do VideoGamer Portugal volta a juntar-se para partilhar com os seus leitores algumas das obras às quais foi dedicando o seu tempo ao longo destes últimos dias. Antes disso, fiquem com a habitual resenha do que de mais importante se publicou por estes lados durante esta semana.

Logo na segunda-feira, Pedro Marques dos Santos publicou a sua avaliação final a Shadow of the Tomb Raider, o capítulo final da trilogia de origens de Lara Croft, enquanto Filipe Urriça partilhou no dia seguinte o seu veredito em relação a Planet Alpha, um título de plataformas numa planeta alienígeno.

Quarta-feira trouxe-nos a análise de Pedro Martins, a Forza Horizon 4, a mais recente entrada da aclamada série de condução em mundo aberto que volta a não desiludir. Na quinta-feira houve lugar a mais uma análise ao capítulo final de uma trilogia, sendo que neste caso o autor foi Filipe Urriça e o jogo em questão The Banner Saga 3. Finalmente, o mesmo autor encerrou a semana com a publicação da sua opinião relativamente a Super Mario Party, a estreia da série na Switch.

Sem mais demoras, fiquem com as obras que a equipa decidiu destacar esta semana.

Pedro Martins, Diretor de Conteúdos – Downward Spiral: Horus Station, PS4

Inserido no género da ficção científica, Downward Spiral: Horus Station tem-se revelado uma proposta enigmática até agora. Jogado numa PlayStation 4, onde a obra da 3rd Eye Studios suporta o PlayStation VR, ficando desde cedo claro a impressão que o jogo fica aquém no departamento técnico.

As texturas são datadas e o movimento da personagem continua sem convencer – mesmo que o jogo ofereça várias ferramentas (pistola com um gancho e um dispositivo que ajuda a propulsão) – o que dita o tom desta exploração, que fica também marcada pelo isolamento e pela forma como a narrativa é entregue.

Ainda assim, durante o meu tempo com Downward Spiral nem tudo é mau. Há uma atmosfera de desolação que, caso não se perca durante as próximas sessões de jogo, podem alimentar a curiosidade de perceber o resto do jogo. Será interessante descobrir como é que este conflito na atmosfera entre o datado e a temática se desenrola com o passar do tempo.

Pedro Marques dos Santos, Redator – Assassin's Creed Odyssey, PS4

Como não poderia deixar de ser, sendo eu o fã residente da série no seio da equipa do VideoGamer Portugal, os meus últimos dias têm sido passados a progredir, ainda que lentamente, pela odisseia de Kassandra – ou Alexios, dependendo da vossa preferência – na mais recente aventura da série Assassin's Creed.

Depois da autêntica revolução da fórmula tradicional da saga iniciada há cerca de 10 anos que se verificou com o lançamento de Assassin's Creed Origins no ano passado, Odyssey é a esperada iteração em relação à aventura de Bayek. Existem obviamente novidades, como a possibilidade de escolher as linhas de diálogo do protagonista e de estabelecer romances fugazes com diferentes personagens, mas Odyssey é acima de tudo um aprimorar da experiência Origins e a sua normal evolução.

Dito isto, Assassin's Creed Odyssey continua a tendência recente da série para se afastar cada vez mais dos canones que a caracterizaram inicialmente, algo que não passará certamente despercebido aos fãs de longa data.

Filipe Urriça, Redator – The Messenger, Switch

Se há obra que melhor homenageia os clássicos dos anos oitenta e noventa é Shovel Knight – até agora, não existia nenhuma outra que o fizesse tão bem. Felizmente, chegou este ano The Messenger, um título independente que se inspira e homenageia nos jogos das décadas em que NES e SNES dominavam o mercado. 

Imaginem este jogo como um misto de Metroid e Ninja Gaiden – as semelhanças com este último são claramente mais evidentes do que com o primeiro. Somos um ninja com uma importante missão, que vai enfrentar demónios para ultrapassar os níveis que são propostos, onde o level design é o elemento que mais brilha, a par, como é óbvio, da excelente jogabilidade. 

Apesar de difícil em alguns níveis, é sempre um prazer jogar The Messenger, principalmente se for para estarmos envolvidos na descoberta dos mistérios que o jogo esconde. É incrível como tanto pode ser feito num jogo de orçamento reduzido.

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