O que andamos a ver
por - Sep 12, 2021

O que andamos a ver, 12 de setembro, 2021

Depois de algumas semanas em pausa, a rubrica semanal que mostra aos nossos leitores aquilo a que a equipa VideoGamer Portugal tem assistido está de regresso. Esta semana, O que andamos a ver é composto por duas propostas Disney+ e por uma biografia em DVD.

O Pedro Martins escreve sobre Circuito de Ideias, agora que estreou a segunda temporada no catálogo do Disney+. Escreve o diretor de conteúdo que “e não é menos incrível o quão fundo conseguem chegar em cinco, seis ou sete minutos. Testemunhar esta proposta é uma lição em criatividade”.

De seguida podem ler as considerações que Marco Gomes dedicou a Raffaello – O Príncipe das Artes. É uma biografia sobre Raffaello Sanzio assinada por Luca Viotto. E destaca o Marco que “o espírito insaciável de superação face ao trabalho dos contemporâneos, mas, principalmente a seu próprio, guindá-lo-ia ao posto mais alto de reputação entre os pintores ocidentais”.

A terminar este artigo dominical temos a opinião de Filipe Urriça sobre E Se…?, um dos mais recentes fenómenos inseridos no universo Marvel a estrear no Disney+. “Não é a história de uma simples alteração que desperta o interesse de quem vê, mas o conjunto de reações em cadeia que originado por uma simples questão,” afirma o redator depois de ter visto os primeiros episódios. Para lerem a edição anterior basta acederem a este artigo.

Pedro Martins, Circuito de Ideias (Disney+)

Durante os últimos dias vi a totalidade de Circuito de Ideias, uma coleção de curtas experimentais que está disponível em duas temporadas no catálogo do Disney+. Sem quaisquer reticências, é uma proposta obrigatória para todos que tiverem uma subscrição do serviço.

A primeira temporada é composta por catorze curtas e a segunda fica-se pelas cinco, mas todas apresentam algo novo. Seja o tom estético, seja o ritmo, seja, naturalmente, o que querem contar, podem começar na primeira e verem a sua totalidade numa única sessão.

Como são experimentais, não se sente alguma amarrada a fórmulas, ou seja, o resultado final é invariavelmente uma explosão de criatividade. E não é menos incrível o quão fundo conseguem chegar em cinco, seis ou sete minutos. Testemunhar esta proposta é uma lição em criatividade.

E não menos importante é o arranque de cada curta. São sempre dedicados alguns minutos a entrevistas com os criadores da curta em questão. São declarações condensadas que nos deixam com ainda mais curiosidade para os minutos seguintes.

Marco Gomes, Raffaello – O Príncipe das Artes (DVD)

Como é consensual o desmesurado talento comunicativo de José Hermano Saraiva, assim devia ser a assunção de sua abordagem lúdica à História. Contudo, subjaz a pergunta, é lícito o recurso a floreados, especulação ou mesmo efabular sobre factos ou credíveis linhas de investigação para cativar o ouvinte?

Por paralelismo a indagação abana as traves-mestras da megaprodução encabeçada pela Sky Itália em parceria com inúmeras entidades audiovisuais europeias, A Grande Arte no Cinema. A temperança inteletual manda refrear conclusões estando visualizadas apenas três das dez entradas que a primeira temporada incorpora, mas, dada está a pista de raciocínio.

O mesmo se aplica à consistência estilística quando no primeiro volume da edição DVD três dos cinco filmes são assinados por Luca Viotto, incluíndo o destaque para hoje, Raffaello – O Príncipe das Artes (2017), tradução direta do italiano excluindo referência tecnológica, Raffaello: Il Principe delle Arti – in 3D, mas todos os do volume segundo apresentam diferente timoneiro.

Raffaello Sanzio, simplesmente Rafael para nós, é forte candidato a vencer a categoria de maior fenómeno precoce da arte, tendo alcançado feitos notáveis na adolescência e a imortalidade quando a doença abruptamente o levou aos trinta e sete anos (1483-1520). O espírito insaciável de superação face ao trabalho dos contemporâneos, mas, principalmente a seu próprio, guindá-lo-ia ao posto mais alto de reputação entre os pintores ocidentais.

Filipe Urriça, E Se…? (Disney+)

Falar de “E Se…?” é abrir um tópico de conversas para realidades alternativas que poderiam ter acontecido no universo da Marvel. Podia ser o simples início de uma ou várias perguntas, que criavam uma determinada hipótese, mas isto foi criado para banda desenhada e agora para uma série de animação bastante boa.

Já saíram vários episódios, contudo ainda só vi os dois primeiros. O primeiro coloca uma hipótese muito interessante. E se fosse Agent Carter a entrar na máquina que transformou Steve Rogers em Capitão América? O episódio em si não coloca Steve fora da equação, apesar do protagonismo ser todo para Peggy Carter.

Assim, acaba por haver uma continuidade da relação amorosa entre Steve e Peggy, mas há consequências diferentes daquelas que houve na cronologia original. Enfim, foi um bom episódio, contudo achei o segundo bem melhor, sobretudo porque é aquele em que está o último trabalho do falecido Chadwick Boseman.

No segundo episódio temos uma hipótese também muito interessante. E se Yondu raptasse outra criança e Peter Quill permanecesse na Terra? Essa criança seria T’Challa, o herdeiro ao trono de Wakanda. Esta hipótese é bem mais interessante porque o próprio episódio joga com o destino de várias personagens, nomeadamente Thanos. Enfim, vejam estes episódios de “E Se…?” no Disney + que valem bem a pena, porque não é a história de uma simples alteração que desperta o interesse de quem vê, mas o conjunto de reações em cadeia que é originado por uma simples questão.

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