por - Apr 5, 2020

Guia Para Uma E3 Memorável: Microsoft e Sony na E3 2016

Com a primeira conferência da edição de 2016 da E3 a apenas algumas horas de distância, as nossas atenções viram-se agora para as apresentações sobre as quais recaem as maiores expectativas todos os anos, ou seja, as conferências da Microsoft e da Sony. Deixadas para último lugar com o objetivo de precaver possíveis fugas de informações de última hora, as responsáveis pelas marcas Xbox e PlayStation têm mais uma oportunidade para arrebatar os seus fãs e convencê-los a adquirirem as suas plataformas.

Microsoft – Segunda-feira, 13 de Junho, 17h30 (Twitch)

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Começando pela produtora americana com sede em Redmond, a Microsoft continua o seu esforço para recuperar o terreno perdido depois do seu desastroso evento de revelação da Xbox One. Apesar da sua rival ter uma liderança aparentemente irrecuperável, tendo em conta o domínio da PlayStation em território europeu e asiático, os rumores apontam para a possibilidade do anúncio de uma versão mais poderosa da consola caseira, algo que a acontecer pode ser o suficiente para revitalizar a Xbox One e colocá-la no rumo certo. A minha previsão? Lançamento no início do próximo ano por 399€. Para além disso, não ficaria surpreendido se a Oculus subisse ao palco na conferência para solidificar a parceria com a Microsoft.

As presenças esperadas

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No que a jogos diz respeito, não são precisas grandes capacidades dedutivas para compreender que Gears of War 4 é o jogo, da lista de obras já anunciadas, que terá mais tempo de antena durante a apresentação da produtora americana, sendo expectável a revelação de mais uma demonstração de jogabilidade com largos minutos de duração. A próxima entrada da série criada por Cliff Bleszinski é o exclusivo de maior relevo para o que resta de 2016, pelo que deverá receber uma atenção condizente com esse estatuto.

Outros títulos que também já são conhecidos e que deverão regressar, esperemos que agora com maior impacto, são Sea of Thieves e Crackdown 3. O primeiro é o muito aguardado regresso da Rare Studios a obras originais que não têm como propósito o Kinect, periférico entretanto morto pela mesma produtora que ainda há três anos fazia questão que o mesmo estivesse presente em todos os pacotes da Xbox One. O segundo é um título que promete muito, mas que mostrou ainda muito pouco. Por isso mesmo, é esperado que a jogabilidade de ambas seja estreada na conferência, sendo provável que um deles seja lançado ainda este ano.

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Pessoalmente, tenho curiosidade e expectativas para ver pela primeira vez ReCore, o mais recente projeto de Keiji Inafune, em ação. Foi dos anúncios mais interessantes por parte da Microsoft na edição anterior do evento e, por isso mesmo, é praticamente certo que a revelação da jogabilidade e da data de lançamento ocorra já na segunda-feira, embora tenha sérias dúvidas que o jogo chegue ao mercado em 2016. Em situação semelhante está também Tacoma, o novo título dos produtores de Gone Home, que deverá receber uma data de lançamento concreta muito em breve.

Também com presença praticamente garantida na conferência da produtora norte-americana estão Scalebound, título da Platinum Games, produtora que tem vindo a perder o seu estatuto de excelência, e que foi adiado para 2017 nos primeiros dias de 2016, e Halo Wars 2, cuja beta privada parece estar prevista para a próxima semana, de acordo com recentes fugas de informação.

As fortes possibilidade

Cuphead 21

Tal como vem sendo hábito nos últimos anos, a conferência da Microsoft contará uma forte presença de títulos independentes provenientes da iniciativa [email protected] Um desses títulos é Cuphead, jogo com um estilo visual único, a fazer lembrar os desenhos animados do antigamente, e que conta agora com sequências de plataformas para além das batalhas com bosses. Penso que falo por todos quando digo que já está mais do que na altura de anunciarem uma data de lançamento para esta obra, afirmação que estendo também para Inside e Below.

Continuando a tradição, com uma nova edição da E3 surge também um novo título da aclamada série de condução da Turn 10 Studios. Os rumores recentes apontam para que Forza Horizon 3 seja a próxima iteração da série, restando apenas confirmar se este manterá o fluxo de lançamentos anuais que a tem caracterizado nesta década. Da mesma forma, a conferência da produtora não estará completa sem o anúncio daquilo que ainda está para chegar a Killer Instinct.

As surpresas

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Em termos de surpresas, alguns dos maiores trunfos da Microsoft parecem já ter sido vítimas das nefastas fugas de informação que caracterizam esta época do ano. Dead Rising 4 parece assim ser uma das revelações da produtora para a E3, isto depois de Dead Rising 3 ter sido um título de lançamento da Xbox One, sendo esperado que se mantenha como um exclusivo Xbox nas consolas. Outros rumores apontam para o anúncio de State of Decay 2, a sequela de um jogo de sobrevivência que, apesar dos problemas técnicos da experiência, conseguiu angariar uma forte legião de jogadores.

Para além destes títulos de sobrevivência, a conferência da gigante de Redmond pode também ser o momento ideal para ressuscitar Phantom Dust, tendo em conta que Phil Spencer já fez questão de afirmar por diversas vezes que o título não tinha sido cancelado. Já no que diz respeito a Halo 6, é possível que um teaser seja divulgado durante a apresentação, contudo, parece ser demasiado cedo para que tal aconteça, especialmente quando temos em consideração a receção aparentemente morna de Halo 5.

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Para último lugar deixo a surpresa que não só tem fortes possibilidades de vir a acontecer, mas também terá o condão de gerar um enorme entusiasmo junto dos mais acérrimos fãs da Rare. Refiro-me, como é óbvio, a Battletoads, título que tem sido constantemente mencionado nas últimas aparições públicas da Microsoft, seja através de t-shirts ou da introdução das personagens em jogos como Shovel Knight e Killer Instinct.

Sony – Terça-feira, 14 de junho, 02h00 (Twitch)

Playstation

Seguindo a tradição dos últimos anos, a Sony será a última a subir ao palco da E3 para apresentar as suas mais sumarentas novidades ao público, sendo provavelmente a causa de uma noite muito mal dormida para os seguidores europeus da indústria. Apesar do anúncio e revelação da PS4 Neo ou PS4K não estarem nos planos da produtora para o evento, o facto de ainda não ter havido quaisquer fugas de informações relativas aos seus anúncios deixa antever uma sólida apresentação que terá a tarefa extremamente difícil de tentar superar a fantástica conferência do ano passado.

As presenças esperadas

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Embora tenha sido recentemente adiado para março do próximo ano, Horizon Zero Dawn é um dos exclusivos para a PlayStation 4 mais aguardados, tendo inclusivamente sido para muitos o jogo mais interessante do evento passado. Depois de na última semana ter sido divulgado um novo vídeo dedicado à narrativa do título da Guerrilla Games, é praticamente certo que a presença de Horizon na conferência da Sony será sobre a forma de uma nova demonstração de jogabilidade.

Depois do desastre que foi a tentativa de realizar uma demonstração em tempo real fazendo uso do PlayStation VR, espero sinceramente que a produtora nipónica tenha aprendido a lição e limite-se a destacar um número diminuto de títulos através de vídeos tradicionais. Aliás, não me surpreenderia se Gran Turismo Sport fosse uma das obras escolhidas para destacar o seu novo periférico que chegará ao mercado em outubro.

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De regresso aos grandes palcos deverá estar The Last Guardian, título que reemergiu das cinzas logo no início da apresentação da Sony na E3 de 2015. Se o jogo estiver de facto bem encaminhado para ser lançado ainda durante este ano, então esta poderá mesmo ser a última oportunidade da Team Ico para mostrar a obra que sucederá ao aclamado Shadow of the Colossus e que tem quase 10 anos de expectativas às quais corresponder. O anúncio da data de lançamento é algo absolutamente obrigatório para este evento, algo que também pode ser do sobre a versão PS4 de Rise of the Tomb Raider, embora este último seja mais um desejo pessoal do que uma obrigação.

Para além disso, está também na altura de a Media Molecule revelar, de uma vez por todas, a jogabilidade e, mais concretamente, a campanha que os jogadores terão oportunidade de desfrutar em Dreams ainda antes de embarcarem na construção dos seus próprios mundos, níveis e jogos com as ferramentas oferecidas pelo título. O anúncio de uma data de lançamento seria interessante, mas tenho dúvidas que o jogo chegue este ano ao mercado. Já No Man’s Sky gozará da sua última presença na E3 antes do seu lançamento em agosto, não sendo por isso expectável um grande destaque.

Quem viu a sua presença ser confirmada na conferência da Sony antes do previsto foi a nova obra da Quantic Dream, estúdio gaulês responsável por Heavy Rain e Beyond: Two Souls. Detroit não só é um dos nossos jogos mais aguardados, como também marcará a estreia da produtora na nova geração. Embora, tal como Dreams, não pareça ser um título com lançamento previsto para 2016, é esperada a divulgação de uma primeira demonstração de jogabilidade.

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As fortes possibilidades

Apesar de ainda não ter sido oficialmente confirmada, a presença da Sony Bend, produtora responsável pela série Syphon Filter e mais recentemente Uncharted: Golden Abyss, é praticamente certa na E3, isto se tivermos em conta que é o único estúdio da Sony Worldwide Studios que tem estado dormente desde o início do ciclo de vida da PlayStation 4. As mais recentes informações apontam para que o título dê pelo nome de Dead Don’t Ride, mas por enquanto não existem quaisquer detalhes concretos sobre a obra.

No que diz respeito a jogos que precisam de mais tempo de antena antes de chegarem ao mercado, Ni no Kuni 2 e Gravity Rush 2 são dois títulos que merecem marcar presença na conferência da Sony, especialmente a sequela de Gravity Rush, uma vez que foi anunciada há já alguns anos. O anúncio de uma data de lançamento para Gravity Rush 2 e um novo vídeo para Ni no Kuni 2 são apostas seguras para amanhã, sendo que o primeiro deverá ser lançado ainda este ano e o segundo será empurrado para 2017.

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Com origem no território nipónico, existe ainda a possibilidade de Ni Oh, o título de samurais claramente inspirado na série Souls da From Software, e de Yakuza 6 terem algum destaque durante a apresentação da marca PlayStation, mas o facto de estarem ambos ainda longe de serem lançados pode fazer com que sejam preteridos relativamente a outros títulos. Algo semelhante pode acontecer a Hellblade, jogo que tem sido presença assídua nas principais convenções de videojogos, mas que continua sem data de lançamento.

Já no departamento de jogos independentes, What Remains of Edith Finch, novo projeto dos produtores de The Unfinished Swan, WiLD, ambicioso título de Michel Ancel, Abzû, jogo de exploração subaquática com semelhanças a Journey, e Matterfall, a próxima obra da Housemarque, produtora de jogos como Resogun e Dead Nation, são nomes a manter debaixo de olho.

As surpresas

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Tendo em conta a surpreendente inexistência de fugas de informação por parte da Sony, as possibilidades são inúmeras para a sua conferência, sobretudo tendo em conta aquilo a que todos assistimos no ano passado. Ainda assim, começarei por uma das surpresas mais prováveis, ou seja, o regresso da série God of War, agora com a mitologia nórdica como pano de fundo e talvez um novo protagonista capaz de mostrar mais emoções do que apenas raiva.

Saltando agora para um dos rumores mais populares do momento, um título Spider-Man produzido pela Sucker Punch não só é uma conjugação perfeita, considerando o passado recente do estúdio, como também poderá dar-lhe a oportunidade de fazer chegar o seu nome a uma audiência bastante mais vasta de jogadores. A Disney e a Marvel já fizeram saber que não estão interessadas em jogos licenciados medíocres, pelo que uma aliança com a Sony, que detém os direitos da personagem na sétima arte, para a licença de Spider-Man faz demasiado sentido para não vir a tornar-se realidade.

No ramo de anúncios ou presenças pouco prováveis, a ressuscitação de Deep Down, jogo da Capcom que marcou presença no evento de revelação da PlayStation 4 em Nova Iorque e que desde então nunca mais foi visto, parece pouco provável, sendo expectável que o que resta do título venha a emergir com outro nome. Já a muito desejada aquisição dos direitos Silent Hill para os ceder a Hideo Kojima também parece ser um daqueles anúncios demasiados bons para serem verdade. Já Shemnue 3 dificilmente regressará aos holofotes da E3, uma vez que pouco deve existir para mostrar.

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No entanto, algo que parece estar bem ao alcance da Sony para esta sua aparição na maior convenção de videojogos é o regresso a casa de Crash Bandicoot. Sim, é verdade que os rumores recentes apontam para a presença da mascote da produtora nipónica no próximo Skylanders, mas nada impede que isso não faça parte de um acordo com a Activision para a aquisição dos direitos da série. Ainda assim, caso tal não aconteça, podem sempre rejubilar com o anúncio de Knack 2.

Embora a possível presença da Naughty Dog na E3 esteja provavelmente limitada a um anúncio do conteúdo adicional para a campanha de Uncharted 4, nada nos impossibilita de sonhar com a revelação de The Last of Us 2, apesar do facto de que o anúncio de um jogo que nunca chegará ao mercado antes de 2018 seja uma jogada bastante prematura e que poderá levar a uma saturação como aconteceu com os casos de No Man’s Sky e Watch Dogs.

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