A Pixar tem um lugar especial no coração de incontáveis leitores, sendo facilmente vista como uma produtora que combina perfeitamente com a meteorologia outonal e invernosa. A Disney sabe-o bem e na passada sexta-feira adicionou ‘Bora Lá ao catálogo do Disney+ em Portugal.

Contudo, não foi esse o filme que Pedro Martins viu. Não, o diretor de conteúdos do VideoGamer Portugal optou por ver Toy Story. Mais concretamente, os quatro filmes que compõem a saga até este momento. Além disso, teve ainda oportunidade de dedicar algumas linhas a GroupWatch, uma funcionalidade que foi recentemente adicionada ao serviço em Portugal.

O Marco Gomes, sempre fiel à sua coleção de películas em DVD, escreve este domingo sobre A Nossa Irmã Mais Nova. Estamos perante uma obra inspirada numa novela gráfica, segundo atesta o Marco sobre a proposta que versa sobre o quotidiano de três irmãs que vivem em conjunto.

A terminar este artigo dominical temos as palavras de Filipe Urriça. Numa mesclagem entre videojogos e filmes, o redator escreve sobre o filme Sonic. Depois de ter estado constantemente nas notícias - os fãs não se mostraram particularmente contentes com o design original da mascote azul - a obra de Jeff Fowler é finalmente escrutinada no final deste artigo.

Pedro Martins, Toy Story 1-4 (Disney+)

Toy Story não precisa de grandes apresentações, sendo uma das séries de filmes que fez a Pixar saltar para as luzes da ribalta e que ajudou a consagrar o estatuto do estúdio. Durante estes últimos dias tive oportunidade de passar em revista os quatro filmes que saíram das mentes de John Lasseter e companhia. É, sem qualquer surpresa, uma recomendação inequívoca.

Desde o primeiro filme que está em destaque a mensagem sobre a amizade que Woody, Buzz, e um elenco de brinquedos que se aventuram num mundo onde os humanos assumem um papel secundário. O quarteto de películas está disponível no catálogo do Disney+, sendo um exercício revigorante assistir às obras sem os anos de interregno.

Logo à partida, está à nossa frente uma evolução notável no plano técnico. O primeiro filme chegou às salas em 1995 e o quarto está disponível desde 2019. Tanto as texturas das personagens, como os efeitos, passando pelo detalhe - tanto em qualidade como em quantidade - dos cenários, é fácil compreender o trabalho de bastidores feito na Pixar para trazer a sua amada série até aos tempos modernos.

Cada um terá o seu filme preferido. Seja o marco que foi o primeiro, seja o final do terceiro, sejam as (novas) personagens do segundo ou a fidelidade gráfica do quarto, não há respostas erradas. Aliás, também no Disney+ está disponível um documentário sobre a Pixar, uma janela recomendável (ainda que datada) sobre o que o estúdio teve que sofrer para se afirmar, incluindo uma relação com a Disney que nem sempre foi pacífica.

Um parágrafo adicional sobre a funcionalidade GroupWatch. Podem convidar - ou serem convidados - para uma sessão partilhada, seja em filmes ou em séries. Quando um dos membros começa a obra, a mesma começa em todos os ecrãs; quando um dos membros para a sessão, a pausa é para todos. Há também a possibilidade de reagir com emojis em sessões que comportam até seis pessoas. É útil e tem potencial, mas ocasionalmente há soluços técnicos, especialmente no momento de manter sincronizadas as diferentes sessões.

Marco Gomes, A Nossa Irmã Mais Nova (DVD)

A obra de Kore-Eda Hirokazu, um dos mais conceituados realizadores nipónicos da atualidade, está bem representada no mercado do filme doméstico em Portugal com edição da maioria de suas longas-metragens para cinema.

Entre elas destacam-se duas caixas, uma da Leopardo Filmes com Ninguém Sabe (2004), Andando (2008) e outra dobrada em número de propostas pela Legendmain Filmes, da que agora me encarrego iniciando, como é apanágio, na película temporalmente mais distante.

A Nossa Irmã Mais Nova (2015), Umimachi Diary, denuncia a proveniência desde logo num facto incomum, mesmo para a produção cinematográfica japonesa, basear-se numa novela gráfica, a homónima de Akimi Yoshida com início de publicação em 2007.

Três irmãs vivendo juntas acolhem uma meia-irmã mais nova após morte do progenitor comum, o pai. A estrutura narrativa baseia-se então no quotidiano de cada uma, suas angústias, medos, esperanças, mas também no papel desempenhado nesse processo de coabitação e procura de compreender o legado espiritual do falecido.

Filipe Urriça, Sonic - O Filme (TVCine Top)

Acho que como qualquer pessoa que gosta de videojogos, tenho uma certa curiosidade em ver como é que alguns dos títulos ou séries mais famosos são adaptados para filme. Recentemente, o TVCine Top exibiu Sonic - O Filme, uma película que gerou alguma polémica nas redes sociais, que acabou por influenciar o seu resultado final.

Sonic é um filme que se vê bem, já vi filmes bem piores do Uwe Boll. O que é engraçado é a forma como elaboraram uma narrativa para trazer o ouriço azul para o mundo real. Aqui Sonic tem uma origem, poderes e habilidades que nunca vi em nenhum jogo. Os próprios aneis têm todo um outro propósito. Assimilar isto tudo é estranho quando já conhecemos Sonic nos inúmeros jogos que a SEGA lançou ao longo dos anos.

Ao contrário do que pensava, Dr. Robotnik, o eterno inimigo de Sonic, está bem representado por Jim Carrey que fez um ótimo trabalho com a personagem. Infelizmente, nem toda a história é interessante o suficiente para nos motivar a ver o que acontece nesta nova história de Sonic.

Continuem a conversa nos fóruns VideoGamer!