Os conteúdos adicionais são muito importantes para a longevidade de um determinado videojogo e, porventura, da consola onde é lançado. The Legend of Zelda: Breath of the Wild necessitou dessa prolongada exposição mediática, para o bem do próprio jogo mas, sobretudo, para a Nintendo Switch sair beneficiada e, por consequência, a casa de Quioto fundada por Fusajiro Yamauchi. 

Aparentemente, esta foi uma estratégia que funcionou. Os jogadores continuam a ler histórias do sucesso do título exclusivo Nintendo Switch. O jogo da Nintendo arrecadou o prémio de Jogo do Ano na mais recente edição dos The Game Awards e praticamente metade dos possuidores de uma Nintendo Switch compraram a nova aventura de Link. Mesmo com o final do ano a aproximar-se, ainda se fala de Breath of The Wild graças a “The Master Trials” e agora “The Champions’ Ballad”, o segundo e último conteúdo para The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Imagens Artigo Zelda Champions' Ballad

O segundo DLC que vem incluindo na Expansion Pass de Breath of the Wild traz mais desafios, aquilo que de melhor o jogo original entregou. Infelizmente, a história mais aprofundada dos heróis que sucumbiram, no século passado, às forças de Calamity Ganon que nos foi prometida pela Nintendo não é a parte mais satisfatória do jogo. É quando Breath of the Wild continua igual a si próprio, desafiador e original nos quebra-cabeças que apresenta, que se torna a melhor experiência que pode ser. 

Para aceder ao conteúdo adicional, são obrigados a terem derrotado os quatro gigantes mecânicos denominados de Divine Beasts. Após terem concluído este feito vão ouvir uma mensagem da princesa Zelda, um sinal que o DLC foi desbloqueado. É aí que são instruídos a voltar onde tudo começou, ao momento em que Link acordou após um sono profundo, na Shrine of Resurrection. A vossa Sheikah Slate será atualizada com novas coordenadas no mapa, onde estão localizadas as principais demandas da aventura adicional. Mas também é aí que vão receber uma arma: a One-Hit Obliterator. 

Imagens Artigo Zelda Champions' Ballad

É uma excelente arma de ataque, pois tem um poder literalmente infinito. No entanto, há um senão. Após empunharem a arma para iniciar o desafio, a vossa saúde fica reduzida a um quarto de coração. Ou seja, podemos matar todos os nossos inimigos com um único ataque, mas também estamos sujeitos à mesma regra. Qualquer inimigo que nos atinja significa a nossa morte imediata.

Uma vez chegados à área indicada, temos de a limpar dos inimigos que lá estão. Os santuários são ecossistemas de puzzles muito próprios que nos obrigam a utilizar as runes da nossa Sheikah Slate, mas desta vez há a dificuldade acrescida de morrermos instantaneamente por termos a arma especial do DLC. Há dungeons que se tornam muito frustrantes e requerem por isso mais paciência para serem ultrapassadas devido a esta nossa fraqueza. No entanto, uma vez em sintonia com esta limitação, estes santuários são fabulosos de conquistar. 

Imagens Artigo Zelda Champions' Ballad

Depois poderemos ir ter com Kass, um dos muitos trovadores de concertina espalhados por Hyrule. Mas este sabe uma música dos feitos dos Campeões de Hyrule, os tais que foram derrotados por Ganon - os nossos guias para a conquista de cada uma das Divine Beast. De tão subdesenvolvidos que estão, seria expectável uma história, ou melhor, um passado que nunca chegamos a conhecer bem. Infelizmente, tal nunca chega a acontecer, mesmo com algumas sequências de vídeo pobres em conteúdo substancial. 

Por isso mesmo, fiquei a questionar-me sobre para quem seria este conteúdo, visto que não entrega a prometida história deste heróis de outrora. Uma certeza é que o herói continua a ser Link, o jogador que o controla e que resolve os desafios que lhes são propostos. A Nintendo não fecha a obra com chave de ouro, mas entrega algo na mesma onda de “The Master Trials” em termos de desafios. Continua a haver muita exploração por fazer, que agora pode ser feita com o motociclo Master Cycle Zero. Existem tesouros por descobrir e equipamentos por encontrar para obtermos absolutamente tudo o que o jogo tem para oferecer. Vale a pena despedirmo-nos assim de Hyrule e, claro, de um grande ano para a Switch.

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