Há um novo capítulo na série de relatos sobre o desenvolvimento e lançamento atribulados de Cyberpunk 2077. O relato inicial foi publicado pelo Bloomberg e ilustra uma produção marcada pelo crunch, prazos irrealistas e diversos problemas técnicos.

A publicação entrevistou mais de vinte pessoas que fazem ou fizeram parte da equipa na CD Projekt Red. Segundo estes depoimentos, apesar de o jogo ter sido anunciado em 2012, o desenvolvimento apenas arrancou em 2016. É também dito que o Role Playing Game começou com uma perspetiva na terceira pessoa até Adam Badowski ter assumido as rédeas do projeto como diretor.

O artigo publicado pelo Bloomberg afirma ainda que a demonstração mostrada na E3 2018 era “quase inteiramente falsa” e que a produtora não tinha terminado e programado os sistemas subjacentes da jogabilidade, o que terá levado a que várias funcionalidades, como as emboscadas com carros, não tenham marcado presença no produto final.

Os programadores afirmaram ainda que essa mesma demonstração foi uma perda de meses que deveriam ter sido colocados na programação do jogo propriamente dito. O autor do artigo, Jason Schreier, recorreu à sua conta Twitter para revelar algumas informações que foram cortadas da peça jornalística.

Estes detalhes complementares incluem excertos de entrevistas com programadores de áudio que afirmam que o crunch “chegou às treze horas por dia”. Os funcionários, é dito, não foram forçados a fazer tempo extra, mas foram avisados que os seus colegas teriam que fazer o tempo adicional para compensar o tempo perdido.

Este relato acabou mesmo por receber uma resposta de Adam Badowski no Twitter, como podem ver no final desta notícia. Sobre a demo da E3 é dito que “o que as pessoas que lêem o teu artigo podem não saber é que os jogos não são feitos de uma forma linear e que começam a ter o aspeto final apenas alguns meses antes do lançamento”.

“Se olhares para a demo agora, é diferente, sim, mas é para isso que está lá uma marca ‘trabalho em progresso’”. O nosso jogo final tem um aspeto e uma jogabilidade muito melhores do que aquela demo alguma vez conseguiu,” acrescenta Badowski.

O diretor também refutou as afirmações que “a maioria do staff sabia e abertamente disse que o jogo não estaria pronto para o lançamento em 2020”, comentando que “falaste com 20 pessoas, algumas ex-funcionárias, apenas uma das quais não é anónima. Não descreveria isso como ‘a maioria’ das mais de 500 pessoas do staff ter dito abertamente o que afirmas”.

Badowski voltou, contudo, a versar sobre os problemas com a geração antiga de consolas. “Sobre as consolas da geração anterior, sim isso é outro caso, mas reconhecemos isso e estamos a trabalhar arduamente para eliminar os erros (no PC também, sabemos que essa versão também não é perfeita) e estamos orgulhosos de Cyberpunk 2077 como jogo e visão artística. Tudo isto não é o que chamaria de desastroso”.

A CD Projekt Red comprometeu-se a dar o seu melhor como produtora para consertar Cyberpunk 2077 durante os próximos meses, apresentando recentemente uma cronologia em que detalha no que está a trabalhar e quando esses frutos verão a luz do dia. A próxima atualização, é afirmado, chegará nos próximos dias. Posteriormente, será a vez do DLC gratuito e da atualização que permitirá ao jogo tirar partido do hardware da PlayStation 5 e da Xbox Series.

Cyberpunk 2077 está publicado no PC, PlayStation 4, Stadia e Xbox One.

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