por - Sep 5, 2013

Sony paga £4,600 a um estagiário depois de lhe ter recusado o salário mínimo

Chris Jarvis deixou de ser anónimo. O estagiário formado em design de jogos afirma que trabalhou nove horas por dia na Guerrilla Cambridge durante três meses seguidos em 2012. Além das horas de expediente, Jarvis afirma que se deslocar para o local de trabalho em transportes públicos, o que lhe ocupava três horas todos os dias.

Contudo, o problema começa a formar-se com as suas funções na Guerrilla. O plano inicial era colocar o designer a substituir um programador, proporcionando-lhe experiência no desenvolvimento de jogos. Segundo o próprio, as funções foram alteradas e ele acabou por desempenhar o papel de beta tester para a arte 3D do projeto.

“Basicamente, passava o dia a pressionar botões para ter a certeza que as imagens enviadas da China eram funcionais. Normalmente essas funções fazem parte do responsável pelos cenários do jogo. Era uma tarefa que consumia imenso tempo e extremamente aborrecida. Não sabia o que fazer, então procurei saber quais eram os meus direitos e descobri que, legalmente, estava a desempenhar as funções de um empregado”, acrescentou Jarvis.

As declarações continuam com o lesado a afirmar que “informou educadamente” a Sony que estas mudanças nas suas funções significavam que tinha direito ao salário mínimo.

“Eles disseram-me que eu era um voluntário e que devia trabalhar de graça. Pensei que eles iam reconhecer o erro. Se tivessem alguém a fazer o meu trabalho teriam que lhe pagar £100 por dia. Contudo, eles tornaram a afirmar que eu era voluntário e que não tinha direito a vencimento”.

Jarvis continuou a sua cruzada legal e denunciou a Guerrilla às entidades competentes. Queria receber £3600. Segundo as informações disponíveis, a Sony terá pago essa importância e £1000 extra. Segundo Jarvis, a empresa pediu-lhe para ele assinar um documento que o impediria de tornar a história pública, o que ele recusou.

Segundo noticia o computerandvideogames.com, a Sony recusou-se a comentar a situação.

Comentários

0 Comments
Inline Feedbacks
View all comments